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Destaques do Samba

Quinho: Irreverência e Alegria na Sapucaí

Publicado em 23 de dezembro de 2010

Quando a  Sapucaí escuta o grito de guerra “Ah, que lindo, que lindo”, o público já sabe: é o Quinho entrando na Avenida.

Conhecido pela irreverência e alegria na Sapucaí, o intérprete do Salgueiro tem 53 anos e é insulano. Nascido e criado na Ilha, onde teve início a sua carreira no samba, assume sua paixão pelo bairro: “Nunca vou me mudar da Ilha, sou muito feliz aqui”, declara o atual morador do Cacuia. Quinho, que trabalhou vendendo frutas nas feiras da Ilha, começou a cantar no bloco da Freguesia e viveu os primeiros momentos da sua trajetória no samba à frente da União da Ilha, escola do coração, ao lado da Acadêmicos do Salgueiro.
Seu nome de batismo é Melquisedeque Marins. Filho de Juventino e Célia Marins, o nome tem origem bíblica e o apelido lhe foi dado ainda pequeno, pela própria mãe, de forma a facilitar o chamado. Na infância e na adolescência, Quinho conta que sempre teve interesse pela música e frequentava a quadra da União da Ilha com o seu tio Aurélio, na época diretor da bateria da agremiação.
– Aroldo Melodia me encantava por ser muito criativo e alegre. Ele era uma inspiração pra mim e a União da Ilha é uma escola de muitos talentos. Como eu já cantava e escrevia sambas, em 1983 fui convidado para puxar o samba do bloco da Freguesia, que Aroldo também fazia parte, e desde então nunca mais parei de cantar samba-enredo – explica Quinho.

Ele substituiu o intérprete Aroldo Melodia em 1984 e levou para avenida o samba-enredo “Um herói, uma canção e um enredo”. Em 1989, ainda na Ilha, conquistou a Sapucaí cantando “Festa Profana”, carnaval que considera o mais memorável da carreira. “É um samba antológico, inesquecível, cantado até hoje em todas as quadras de escolas de samba”, comenta o botafoguense.
Mas, foi no Salgueiro onde teve maior destaque. Compôs cinco sambas nos anos 90 e foi campeão com o samba “Peguei um Ita no Norte” em 1993 e com “Tambor” em 2009. Em 1994, voltou a União da Ilha e depois de um ano no carnaval paulista e dois defendendo a Grande Rio, voltou ao Salgueiro.
Nas horas vagas, Quinho gosta de sair para comer pizza, jogar baralho com os amigos na Freguesia ou ir ao cinema no Ilha Plaza.
Pai de dois filhos, Quinho atribuiu ao samba todas as conquistas pessoais e profissionais de sua vida. “Graças ao samba, eu consegui sustentar meus filhos, conheci países da Europa e até da Ásia, viajando para fazer shows e melhorei as condições de vida da minha família”, diz feliz o cantor que já é uma lenda no mundo do samba.


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