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Destaques do Samba

Reedição do primeiro disco de Mussum reitera o talento musical do artista

Publicado em 29 de março de 2010

POR MAURO FERREIRA

Rio – Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum (1941 – 1994), fez tanto sucesso como humorista (ao integrar o grupo Os Trapalhões) que, decorridos 16 anos de sua morte, poucos lembram do passado musical do artista. Contudo, a reedição na série ‘Caçadores de Música’ do primeiro disco solo de Mussum, lançado originalmente em 1980, reitera seu talento como sambista.


Mussum

Foto: Divulgação



DUETO COM MARTINHO

Quando gravou seu primeiro disco individual, Mussum já não era um estreante no mercado fonográfico. Na virada dos anos 60 para os 70, ele tinha feito parte da formação clássica do conjunto Os Originais do Samba, espécie de precursor dos grupos de pagode como Raça Negra.

‘Mussum’, o disco ora reeditado, não fica na praia dos Originais. Seu repertório e sua sonoridade já estavam em sintonia com o samba que brotou em fins dos anos 70 nas quadras do Cacique de Ramos. Tanto que a percussão do disco foi gravada por músicos do grupo Fundo de Quintal, que iniciava trajetória fonográfica naquele ano de 1980.

‘A Vizinha (Pega Ela, Peru)’ foi o sucesso radiofônico do disco. Contudo, o repertório de ‘Mussum’ inclui pérolas como ‘Teatro Brasileiro’, esquecido samba de Martinho da Vila, que canta com Mussum na faixa. ‘Papagaio’ (Almir Guineto, Beto sem Braço e Luverci Ernesto) é outro destaque ao lado de ‘Tempo Bom, Faz Tempo’ (Bidi).

Querido pelas crianças por conta dos Trapalhões, Mussum mirou o público mirim em ‘Terra de Jó’ e exercitou seu humor em ‘Nega Besta’ (Arnaud Rodrigues), faixa na qual canta, com inglês intencionalmente jocoso, um trecho de ‘Old Fashioned Way’, hit de Charles Aznavour. Mas este disco, o primeiro dos três álbuns individuais de Mussum, foi gravado sem trapalhadas. Merecia mesmo ser reeditado.

Trechos do programa MPB Especial com Originais do Samba na TV Cultura em 1972 exibidos no Radiola.


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Este artigo recebeu 1 comentário

  • sergio fabio disse:

    Fico contente em saber que a memoria do grande MUMU da mangueira nao esta perdida.Voces estao de parabens mostrando para os jovens de hoje, o que realmente é samba.


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