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Mangueira faz desfile emocionante, Vila impecável e Tijuca arrasador

Publicado em 07 de março de 2011

Tijuca faz desfile arrasador e vai brigar pelo bi
Quarta escola a desfilar neste domingo, a Unidos da Tijuca entrou na Avenida com o maior desafio entre todas as 12 escolas do Grupo Especial: superar o impacto causado durante a apresentação de 2010, quando foi campeã. A tarefa, no entanto, não foi problema para Paulo Barros. O carnavalesco, mais uma vez, provou que a inovação e a criatividade são os segredos para fazer bonito. Com um enredo que tratava sobre o medo no cinema, o artista levou o público ao delírio em vários momentos. A escola, inclusive, foi saudada aos gritos de “É Campeã”.


Comissão de frente da Tijuca consegue o mesmo sucesso de 2010


A comissão de frente, ponto mais aguardado pelo público, conseguiu manter o mesmo sucesso do ano passado e foi saudada com bastante entusiasmo pelas arquibancadas e também pelos jurados – alguns chegaram a aplaudir de pé. Idealizada pelos jovens coreógrafos Rodrigo Neri e Priscila Mota, a encenação teve um lanterninha de cinema sendo aterrorizado por personagens que representavam a morte. Com movimentos ousados e uma engenharia extremamente bem executada, a abertura da escola do Borel fez história novamente.
Logo atrás da comissão, o casal de mestre sala e porta bandeira Marquinhos e Giovanni exibiu a habitual técnica e muito entrosamento. Há mais de 17 anos dançando juntos, a dupla emocionou e mostrou mais uma vez porque é considerada uma das melhores. A bateria de mestre Casagrande desfilou fantasiada de lanterninha e embalou os componentes, que cantaram o samba-enredo com todo gás. Adriane Galisteu usou um figurino ousado, que realçava toda sua beleza – mesmo após uma gravidez recente – e foi muito aplaudida pelo público.


Inovação e criatividade nas alegorias da Tijuca levaram o público ao delírio


As fantasias retratavam o tema com criatividade – com materiais diferentes – e leveza, mas muito bem acabadas, fato que já vem sendo observado nos últimos trabalhos do carnavalesco. As alegorias também recorriam a temas populares, como os filmes Avatar e Indiana Jones, com grandes performances. No último carro da escola, o cineasta José Mojica Martins, mais conhecido como Zé do Caixão, desfilou sentado numa cadeira ao lado da filha, fechando a apresentação de gala da Tijuca.
Representante da vanguarda do Carnaval, a Unidos da Tijuca, sob o comando de Paulo Barros, brigará com muitas chances pelo bicampeonato.

Vila faz desfile impecável e acerta ao contar história dos cabelos
Quinta escola a desfilar neste domingo, a Vila Isabel fez um passeio pelas civilizações antigas para contar a história dos cabelos. Completando 40 anos de Avenida, a carnavalesca Rosa Magalhães fez valer seu nome ao apresentar o melhor conjunto de alegorias e fantasias da noite. Bastante organizada, a Vila fez um desfile bem compacto e também brigará pelo título.


No abre-alas, a Vila apresentou a Medusa ao público da Sapucaí


A comissão de frente, coreografado por Marcelo Misailidis, apostou na tecnologia para representar o mito da Medusa. A proposta, no entanto, não foi tão bem desenvolvida. A apresentação para os jurados foi acanhada, já que não mostrou todo o potencial que foi mostrado para o público, pouco à frente das cabines de julgadores. Thatiana Pagung desfilou junto ao grupo, mas teve uma exibição apagada.
O brilho da Azul e Branco começou mesmo com a passagem do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, que dançou como nunca e empolgou. Cada vez mais entrosada, a dupla exibia uma coreografia trabalhosa, que foi muito bem executada.

Outro grande momento foi a passagem da bateria de mestre Átila. Mordido com os décimos perdidos injustamente em 2010, o diretor mostrou porque é considerado um dos melhores do ramo ao fazer uma apresentação arrepiante. Estreante no posto, a rainha de bateria Sabrina Sato – com uma fantasia banhada a ouro e com pedras preciosas – deu um show de beleza e interagiu bem com os ritmistas. O público aprovou e aplaudiu a apresentadora.

A impecável apresentação da escola de Martinho de Vila foi finalizada com a presença ilustre da top internacional Giselle Bundchen, que, surpreendentemente, entrou no espírito da festa e cantou bastante o samba-enredo.

Mangueira faz desfile emocionante, com paradinhas de até 20 segundos
Última escola do primeiro dia de desfiles, a Estação Primeira de Mangueira fez uma apresentação emocionante, na opinião dos críticos. Com paradinhas de até 20 segundos, a bateria ajudou a conquistar o apoio do público, que não arredou o pé da Sapucaí, apesar da chuva e do horário.

Os mangueirenses que resistiram à chuva e ao cansaço saíram do sambódromo do Rio de Janeiro com dia claro, cantando os versos de louvação ao compositor que se tornou um dos símbolos da agremiação.
Nelson “apareceu” já na comissão de frente, acompanhado dos boêmios “amigos de fé” e companheiros de mesa, do Morro da Mangueira. Também ao lado de Beth Carvalho – que desfilou mesmo ainda estando mal da coluna -, Sérgio Cabral (autor do enredo) e Guilherme de Britto, seu parceiro, no carro que representava o Zicartola, seu palco. E fechou o desfile, “voando” como um anjo de asas longas. Antes, a escola mostrou referências a seus sambas, como “A Flor e o Espinho”, “Folhas Secas” e  “Juízo Final”.

Sobrou disposição entre os componentes, que batiam no peito para dizer versos do samba-enredo (em primeira pessoa, Nelson falando), como “Sou mangueira”. Os puxadores ficaram em silêncio em vários momentos para deixar que a vozes dos componentes e das arquibancadas se sobressaíssem.
Quem conviveu com Nelson no morro era só emoção, como se cantava na letra do samba. “Lembro dele amanhecendo no Buraco Quente, cantando e bebendo. Era disso que ele gostava”, dizia, na concentração, dona Léa de Araujo, com 68 anos de Mangueira.


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