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Cacique de Ramos recebe Medalha Tiradentes

Publicado em 11 de maio de 2011

Marcus Alencar
No lugar da velha tamarineira, a cúpula central do Plenário Barbosa Lima Sobrinho, no Palácio Tiradentes; no lugar dos políticos, sambistas. Mas assim como acontece embaixo da árvore frondosa, fonte de inspiração para os poetas do samba do Cacique de Ramos, a emoção tomou conta da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nesta segunda-feira (09/05), quando o bloco cinquentenário recebeu a Medalha Tiradentes por iniciativa do deputado Bebeto (PDT). “Não poderia perder essa oportunidade de entrar para a história do Cacique. Eles representam a cultura do Rio. É uma instituição importante para o nosso estado. Fiquei feliz e honrado. Eu adoro samba, e samba e futebol tem tudo a ver. Um não existe sem o outro. Foi uma homenagem linda. Cacique é berço do samba, da nossa cultura, da nossa arte”, disse o deputado.

Sem conseguir conter as lágrimas, Bira Presidente, fundador e diretor do Cacique, lembrou da trajetória do bloco, que revolucionou o samba nos anos 80 com o repique de mão e o banjo. E foi além: a tamarineira que ainda resiste ao tempo, fincada no meio da quadra do bloco, frutificou. “Dali saíram o Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Luis Carlos da Vila, entre outros. A medalha é mais um pedaço dessa história”, lembra.
Entre inúmeras passagens curiosas, o diretor do Cacique se lembrou da sua primeira princesa: a jornalista Glória Maria. Foi graças a essa faceta pouco conhecida, contou, que ela conseguiu um estágio na Rede Globo. “O Chacrinha sempre chamava a gente para realizar o concurso da princesa. Quando a Glória foi com a gente, sempre muito inteligente, fez uns contatos e acabou, mais tarde, conseguindo um estágio na TV”, conta, orgulhoso.
Presente na festa, o presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, fechou a noite confirmando que o enredo da verde e rosa para 2012 será sobre o Cacique. “Sou Cacique, sou Mangueira. Vou festejar é o nome do enredo. Venho priorizando os temas autorais, que tenham riqueza cultural e histórica com o carnaval, e, em especial, com o Rio. O Cacique está nesse contexto. A Mangueira fará um grande carnaval, pois o bloco mexeu com a paixão de muita gente”, disse.


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