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Carnaval lusitano: Sambista português comenta trabalho no Velho Continente

Publicado em 02 de maio de 2013

Por Rafael Arantes

Portugal –  Dos 25 anos de idade, 17 foram dedicados ao samba. António Soromenho é hoje um dos mestres de bateria de maior destaque na Europa, numa escola mais do que consistente. Para os que ainda pensam que a visibilidade do Carnaval se mantém apenas no Brasil, eis mais uma prova do contrário. Fundado em 1978, o G.R.E.S Trepa no Coqueiro é uma das maiores referências carnavalescas de Portugal.
Segunda escola de samba mais antiga da Europa, a agremiação foi a primeira a ser legalizada no país lusitano, além de ter sido a primeira a desfilar com som e samba originais no Velho Continente. Com cerca de 250 associados, a agremiação desfila com média de 200 integrantes, número considerável muito consistente para os padrões do Carnaval europeu.
Grande nome do Carnaval português, António, apelidado carinhosamente de Tózinho, é mais um integrante do quase 1/4 da população portuguesa que se encontra desempregada, mas o samba é sim uma das veias de sobrevivência do mestre. Com toda uma história construída dentro da Trepa no Coqueiro, António conversou em exclusividade com o Dia na Folia para contar um pouco do trabalho lusitano e aproveitou para revelar uma parte da inspiração no ritmo carioca.
Dia na Folia: Como passou a faze parte da Trepa?
António: Entrei na Escola em 1996, com nove anos de idade, através de uma prima. Era um sonho fazer parte da escola que já era uma referência, não só em Sesimbra,mas também em Portugal. Fiz meu primeiro desfile em 1997 com o enredo “Samba Alegria de Oxalá” e nunca mais parei.
E de que maneira se tornou mestre de bateria?
A mudança até chegar ao cargo de mestre surgiu naturalmente. Depois de alguns anos em direções de bateria e com o abandono do último mestre, a direção da escola achou que eu e um amigo poderíamos assumir a bateria com competência. Foi um grande desafio que encaramos e fico muito feliz de ver que está dando super certo.
Como é dividir o cargo com um amigo?
Temos uma grande ambição. O nosso trabalho se baseia muito na nossa grande amizade e no respeito mútuo que dedicamos a todos os integrantes. Funcionamos como uma família e este é o nosso grande trunfo. É com esta união que conseguimos atingir todos os nossos objetivos.
Como vocês desempenham os trabalhos durante a temporada?
Nós começamos a ensaiar no final de Setembro ou, no máximo, no inicio de Outubro. Trabalhamos durante as quartas, sábados e domingo e, uma semana antes do desfile, realizamos o habitual ensaio técnico.
Existe alguma inspiração brasileira?
Me inspiro em tudo o que tive a oportunidade de ver nas minhas deslocações ao Rio de Janeiro, bem com em tudo o que escuto em cd´s ou via internet, que nos dias de hoje é uma grande ajuda para quem está tão longe. Neste ano, tive o prazer de ensaiar com a Bateria Furiosa, do Salgueiro, um momento que não vou esquecer nunca, e no qual aprendi muito. Além disso, tive a experiência de tocar e fazer uma deslocação à quadra do Império da Tijuca, no Morro do Formiga, com a Bateria da Estácio de Sá, pela qual fiquei apaixonado e me inspirei muito para o Carnaval 2013 aqui em Portugal.
Já teve a oportunidade de desfilar no Carnaval do Rio?
Infelizmente ainda não tive esta oportunidade, mas é um grande desejo desfilar na Marquês de Sapucaí. Acho que é o sonho de qualquer ritmista, de qualquer parte do mundo, e eu nao fujo à regra. Penso que muito em breve conseguirei realizar esse sonho.

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