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Cubango, Viradouro e Império da Tijuca vão brigar pelo título do Grupo A

Publicado em 06 de março de 2011

POR RAPHAEL AZEVEDO
Rio – Após uma maratona de 11 desfiles que começou às 8h15 de sábado e só terminou por volta das 7h30 deste domingo, Cubango, Viradouro e Império da Tijuca brilharam mais e agora vão brigar pelo título do Grupo de Acesso A. Rocinha e Estácio de Sá também se apresentaram bem e correm por fora. Já as decepções da noite ficaram por conta de Inocentes de Belford Roxo e Império Serrano, que não corresponderam às expectativas e tiveram problemas. Após estourar oito minutos o tempo regulamentar, a Alegria da Zona Sul deverá ser rebaixada para o Grupo B. No total, duas escolas deixarão o Acesso A.


Alegorias de Viradouro ajudaram o público a compreender o enredo com clareza | Foto: Fernando Souza


Terceira a desfilar, a Viradouro conseguiu apagar a terrível lembrança do desfile de 2010 quando foi rebaixada. Desta vez, a escola de Niterói emocionou com o enredo “Quem sou eu sem você?”, de Jack Vasconcelos, sobre a comunicação entre os homens. Já na comissão de frente, a Viradouro mostrou que veio para brigar pelo título. Concebido pelo premiado Fábio de Mello, o grupo trouxe personalidades famosas por suas mensagens de paz, como Mahatma Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e Chico Xavier.

O grande destaque foi o desempenho da bateria de Mestre Pablo. Discípulo de Mestre Ciça, o jovem sambista fez sua estreia à frente dos ritmistas com o pé direito. Ousada e criativa, a bateria arrepiou as arquibancadas tendo à frente as rainhas Dany Bananinha e Patrícia Costa.


Rainha de Bateria da Cubango, Juliane Almeida


Império da Tijuca surpreende
Quinta a desfilar, a Império da Tijuca provou mais uma vez como o talento de um carnavalesco aliado à garra de uma comunidade podem garantir o sucesso de uma escola independente de patrocínio. Ao levar para a Avenida o enredo “O mundo em carnaval: um olhar sobre a cultura dos povos”, de Severo Luzardo, a verde e branco fez um desfile tecnicamente perfeito. Bastante empolgados, os componentes deram um show de garra e animação embalados pela bateria de Mestre Capoeira.

A Cubango levou para a Avenida um enredo sobre as emoções do ser humano e empolgou. O enredo, desenvolvido pelo carnavalesco Jaime Cezário, foi apresentado com clareza. A bateria comandada por Mestre Jonas mais uma vez demonstrou competência e criatividade. A dançarina do ‘É o Tchan’, Juliane Almeida foi a rainha de bateria pelo segundo ano e exibiu graça e beleza dentro de um figurino comportado.

Estácio de Sá tem carnavalesco estreante
A Estácio de Sá contou a história das rosas, apostando no talento de um carnavalesco estreante. Vindo do Carnaval Virtual, Marcus Ferreira mostrou maturidade e um belo conjunto de alegorias e fantasias. O tema, no entanto, não foi contado de forma satisfatória. Um dos destaques da apresentação foi a passagem da bateria de Mestre Esteves tendo à frente a Rainha Shayene Cesário. Ex-responsável pelos ritmistas, Mestre Ciça desfilou ao lado de Esteves e ajudou a apresentar o grupo para os jurados.


Rosas tomaram conta da Avenida durante o desfile da Vermelho e Branco | Foto: Anderson Borde


A Rocinha voltou no tempo para contar a história do vidro. Com fantasias luxuosas e alegorias grandiosas desenvolvidas pelo carnavalesco Luis Carlos Bruno, a agremiação de São Conrado conseguiu ‘tirar leite de pedra’ do tema e fez uma boa apresentação. A presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, veio à frente da escola e foi bastante aplaudida pelo público.

Império Serrano decepciona
Sem dinheiro e com dívidas, o Império Serrano prestou uma homenagem a Vinicius de Moraes. O segundo carro, que representava Xangô, passou parcialmente destruído. A mão esquerda da escultura não resistiu ao movimento da alegoria logo após a passagem da primeira cabine de julgadores e caiu.


Irmã do jogador Vagner Love, Vânia Love na Império Serrano | Foto: Anderson Borde


Outro falha foi registrada com a apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex e Raphaela. Enquanto se apresentava para o julgador do segundo módulo, Raphaela escorregou e acabou caindo. O último carro trouxe baluartes da escola, como Aluizio Machado, Ivan Milanêz e também amigos de Vinícius de Moraes, como a eterna Garota de Ipanema, Helô Pinheiro, e integrantes do conjunto Quarteto em Cy. Ao optar pela homenagem a Vinícius, o Império desperdiçou a chance de fazer um grande desfile, uma vez que tinha um tema rico e um excelente samba.

A Inocentes de Belford Roxo recorreu à alegria e irreverência para contar a história do grupo Mamonas Assasinas. A homenagem, no entanto, não correspondeu às expectativas. O esquenta da bateria foi feito com a música “Pelados em Santos”, o que garantiu um bom início de desfile. O abre-alas que representava o início da vida artística dos cinco integrantes da banda teve falhas de iluminação e também na fantasia do destaque principal. A policial civil Isabella Picanço fez sua estreia como rainha de bateria na Sapucaí, esbanjando beleza e boa forma. O samba no pé, no entanto, ficou só para o ano que vem.

Santa Cruz e Alegria estouram tempo
A Santa Cruz voltou no tempo para mostrar as transformações culturais e políticas dos anos 60. A proposta, no entanto, esbarrou na concepção do enredo “Paz e amor: o sonho não acabou”, que foi feita de maneira confusa. A escola estourou em um minuto o tempo regulamentar e, com isso, deverá perder 0,5 ponto.

Segunda a desfilar, a Renascer de Jacarepaguá apresentou o enredo “As águas de março”, do carnavalesco Edson Pereira, que contou a história do Circuito das Águas, formado por oito cidades localizadas na Serra da Mantiqueira. Apesar do tema ‘patrocinado’, a escola não conseguiu nenhuma verba complementar para seu desfile. Com fantasias leves e de fácil leitura, a escola conseguiu empolgar o público e contar boa parte do seu enredo. Um dos pontos altos na exibição foi a comissão de frente coreografada por Alice Alja.

Um mês após sofrer um incêndio que atingiu o barracão da Alegria da Zona Sul e destruiu seis alas, a escola abriu o desfile querendo superar as dificuldades e fazer bonito. O plano, no entanto, não deu certo pois o que se viu na Avenida foi uma série de problemas que prejudicaram o desfile. A agremiação estourou em oito minutos o tempo regulamentar e lutará para não ser rebaixada.

Caprichosos encerra festa
Já com o dia claro, a Caprichosos de Pilares entrou na Sapucaí por volta das 6h30 deste domingo para fazer o encerramento do desfile do Grupo de Acesso A. Com um enredo sobre o subúrbio do Rio e sua gente, a azul e branco começou bem, mas foi perdendo a empolgação ao longo do desfile. A cantora Sandra de Sá veio à frente da escola e arrancou aplausos do público.


Com fantasias simples e alegorias pouco criativas, a agremiação deixou desejar | Foto: Felipe O'Niell


Comandada pelos mestres Zumbi e Alexandre, a bateria da Caprichosos foi a única a trazer um naipe de pandeiros. A rainha de bateria Mel Britto mostrou muito samba no pé, além de graça e beleza. Com fantasias simples e alegorias pouco criativas e sem acabamento, a agremiação deixou muito a desejar mais uma vez e terá que lutar para não ser rebaixada. Na concentração, Paulo de Almeida, o polêmica presidente da escola, anunciou que está de despedindo do Carnaval.


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