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Notícias

Escola de samba alvo de roubo

Publicado em 08 de agosto de 2010

POR RICARDO ALBUQUERQUE

Rio – Não foi só a escola que leva o nome do compositor Candeia da Portela — o Ciep Antônio Candeia Filho, em Acari, — que sofreu depredações e roubos nos últimos três meses. A escola de samba fundada por Candeia há 35 anos na Fazenda Botafogo, na Zona Norte, também foi alvo da ação de vândalos. Botijão de gás, alimentos, cadeados e outros objetos foram roubados no fim de semana passado para desespero dos integrantes do Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo (Granes Quilombo).

Segurando a bandeira, Selma Candeia, filha do compositor. Ela está com a bandeira do quilombo que foi fundado pelo pai. Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia

“Estamos indignados porque lutamos muito para manter o espaço, que simboliza a resistência dos valores originais do samba perdidos em meio ao Carnaval comercial”, lamentou Selma Candeia, 51 anos, filha mais velha do sambista e presidente do Granes Quilombo.

Como seu pai completaria 75 anos de vida no próximo dia 17, Selma sequer registrou queixa dos roubos por estar envolvida com as atividades comemorativas. “São viciados em drogas que fazem isso, como o que aconteceu no Ciep”, acredita.
Nesse sábado, a Portela abriu a quadra, na Rua Clara Nunes 81, em Madureira, para homenagear Candeia com feijoada e atrações musicais. No dia 15, domingo da semana que vem, Selma leva o grupo do Quilombo para performance na Vila Olímpica da Maré, com apresentação de capoeira, jongo, maculelê e vídeos sobre a vida de Candeia. No dia seguinte, a aula inaugural do Ciep, após as obras, será dedicada ao compositor, com roda de samba e outras atividades às 10h. A programação segue até o dia 21, quando haverá uma roda aberta de samba do Quilombo, a partir das 16h, na quadra da escola, na Rua Ouseley 810, na Fazenda Botafogo.
Quilombo volta à atividade
Desde março à frente do Quilombo, Selma Candeia reativou as rodas de samba aos domingos e implantou cursos de alfabetização e de capacitação de mão de obra, depois de um longo período de poucas atividades. “Precisamos de ajuda, porque nossas dependências precisam de reforma”, explicou.
A comunidade da Fazenda Botafogo tem livre acesso à quadra de 1,5 mil metros quadrados da Rua Ouseley. Trinta crianças participam do curso ‘Arte é fazer pelas mãos’, com a professora Diná Teixeira dos Santos.
Para o pesquisador da cultura negra e conselheiro da escola Feliciano Pereira, o aniversário de Candeia servirá para divulgar os princípios da escola: “Quilombo é um lugar onde o samba e a cultura afro brilham”. Por falta de recursos, a escola não desfila na Avenida Rio Branco há 4 anos.

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