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Imortal Cartola

Publicado em 30 de novembro de 2010

Três décadas de ausência. Esse é o período que completa hoje, 30 de novembro de 2010, desde o falecimento daquele é considerado por muitos, o maior cantor e compositor de sambas brasileiros. Nascido em uma família pobre, e levando a vida com simplicidade, foi responsável por letras inesquecíveis como Alvorada, O Mundo é Moinho, As Rosas Não Falam, entre outras raras composições, é motivo de orgulho para todo o país.

Na certidão de nascimento o nome era Angenor de Oliveira. Só que o apelido Cartola foi o que ficou para sempre no imaginário de amigos, parentes e admiradores de seu talento. O maior sambista da história da música brasileira, passou a infância no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Tomou gosto pela música e pelo samba ainda moleque e aprendeu com o pai a tocar cavaquinho e violão. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a se mudar para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma incipiente favela.
Foi na Mangueira que logo conheceu e fez amizade com Carlos Cachaça – seis anos mais velho – e outros bambas, e se iniciaria no mundo da boemia, da malandragem e do samba. Aos 15 anos, após a morte de sua mãe, abandonou os estudos e em seguida arranjou emprego de servente de pedreiro, e passou a usar um chapéu-coco para se proteger do cimento que caía de cima. Foi esse chapéu que rendeu o apelido Cartola.
Ascensão e queda – Seus sambas se popularizaram nos anos 30 em vozes ilustres como Francisco Alves, Mário Reis, Silvio Caldas e Carmen Miranda. Mas no início dos anos 40, Cartola desaparece do cenário. O que se sabe desse período é muito pouco, mas relatos dão conta que ele brigou com os amigos da Mangueira e ficou depressivo por conta da mulher, Deolinda. Especulou-se até que houvesse morrido. No entanto, felizmente, Cartola foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto, trabalhando como lavador de carros.
Em 1964 Cartola e a nova esposa Zica abriram um bar-restaurante-casa de espetáculos na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia shows de samba e boa comida, e ainda reunia a juventude da Zona Sul e os sambistas do morro.
Dez anos depois ele gravou o primeiro de seus quatro discos solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como As Rosas Não Falam, O Mundo É um Moinho, Acontece, O Sol Nascerá (com Elton Medeiros), Quem Me Vê Sorrindo (com Carlos Cachaça), Cordas de Aço e Alegria. Ainda nos anos 70 mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte. Uma semana antes de falecer, vítima de câncer, ele deu uma entrevista em que disse: “Quando for enterrado, quero que Waldemiro toque o bumbo”.

* “Cartola não existiu, foi um sonho que tivemos”, Nelson Sargento

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