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Notícias

Investigação sobre incêndio ainda vai demorar, avisa a Polícia Civil

Publicado em 10 de fevereiro de 2011

Fernanda Alves e Thiago Feres

Rio – A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e o presidente da Portela, Nilo Figueiredo, pedirão ao Governo do Estado a instalação de um posto permanente do Corpo de Bombeiros na Cidade do Samba. “Queremos evitar que o problema se repita”, justificou o diretor de Carnaval da Liesa, Elmo dos Santos. Portela, Grande Rio e União da Ilha, as três escolas atingidas pelo incêndio de segunda-feira, iniciaram os trabalhos de reconstrução de alegorias e fantasias na própria Cidade do Samba.
Ontem, o perito responsável pela investigação, João Coelho, voltou aos barracões atingidos, mas a Polícia Civil ainda não tem elementos suficientes para esclarecer as causas da tragédia. Segundo ele, a investigação ainda deve demorar. “Amanhã (hoje) pela manhã farei alguns testes importantes. Vamos trabalhar aqui durante muito tempo. Até o momento, só consegui chegar até o início do barracão da União da Ilha e concluir a perícia externa. Sendo assim, é impossível descobrir o verdadeiro motivo, apesar de já existirem algumas suspeitas”, afirmou o perito.

SISTEMA ANTI-INCÊNDIO
A Riourbe informou que o consórcio Delta Construções será o responsável por apresentar o novo projeto do sistema anti-incêndio ao Corpo de Bombeiros, num prazo de até 30 dias, podendo ser prorrogado por mais um mês. A Cidade do Samba recebeu a notificação no dia 7. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, nada chegou ao conhecimento da direção até o final da noite.

O prefeito Eduardo Paes afirmou ontem que toda ajuda financeira para as escolas afetadas partirá da iniciativa privada. “A prefeitura não vai liberar recursos para ajudar essas agremiações. Basicamente, são os patrocinadores tradicionais do Carnaval, privados, que a gente fez contato e pediu ajuda”, disse.

No final da manhã, a Liesa reconheceu a existência de vazamento na rede de incêndio que abastece os 449 sprinklers, chuveirinhos acionados pela fumaça, existentes em cada um dos 14 barracões. O local havia sido vistoriado há 20 dias e um relatório foi enviado para a Riourbe, que não soube precisar se o conserto foi feito e onde efetivamente havia o problema. Hoje, as telhas metálicas das coberturas dos barracões começam a ser retiradas. A demolição começa em oito dias. Atualmente, o sistema de sprinklers não está funcionando automaticamente; é preciso que seja acionado.


Carnavalesco Cahê Rodrigues


Grande Rio reinicia desenho dos protótipos de fantasias
A Acadêmicos do Grande Rio, maior prejudicada no incêndio, se instalou ontem no barracão 7 da Cidade do Samba, onde o carnavalesco Cahê Rodrigues começou a redesenhar as fantasias. A promessa é de que as roupas sejam mais simples, mas que nenhum integrante desfile só com a camisa da escola.
“Estamos preparando uma homenagem aos funcionários do barracão. Teremos apenas duas alegorias. Na segunda, espero colocar todos eles”.

A agremiação ganhou três chassis de carros alegóricos, um da Viradouro e os outros da Inocentes de Belford Roxo, do Grupo de Acesso A. Segundo o diretor de barracão, Paulo Machado, 250 voluntários ajudarão nos trabalhos.

A Portela também reiniciou o trabalho de fantasias na Portelinha — primeira sede — e de composições para as oito alegorias na Praça Central da Cidade do Samba. A União da Ilha também utilizará o espaço.


Mocayr Duarte - Especialista em gerenciamento de riscos - Coppe/UFRJ


Chuveirinhos são falhos, diz especialista
Para o especialista em situações de risco da Coppe-UFRJ, professor Moacyr Duarte, a estrutura retilínea em que estão posicionados os quase 500 sprinklers nos barracões da Cidade do Samba não condiz com a atual disposição de materiais nos galpões. Ele afirma que a distribuição da carga de incêndio (fantasias, tintas, solventes e outros) não é bem elaborada.

“Se você entrar em qualquer barracão que não foi incendiado, vai constatar que as escolas armazenam todas as peças num único canto. Sendo assim, o cálculo feito para a distribuição de água perde o sentido e a eficácia”, explicou o especialista.

Duas tendas prometidas pelas Liesa começaram a ser montadas no estacionamento da Cidade do Samba, onde ficarão abrigadas alegorias da União da Ilha e da Portela.


Reginaldo Ferreira Gomes - Presidente Lesga


Grupo A terá rebaixamento
Após garantir que o Grupo de Acesso A não rebaixaria nenhuma agremiação, o presidente da Lesga, Reginaldo Ferreira, voltou atrás e optou por descartar alterações no regulamento.

“A promessa foi de imediata ajuda financeira para a Alegria da Zona Sul e o presidente concordou em disputar título”, disse Reginaldo.

O prejuízo da agremiação foi de R$ 250 mil. O incêndio no barracão, no fim de semana, destruiu fantasias de seis alas e o almoxarifado. Em 2012, uma escola sobe para o Especial e duas descem para o B.


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