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Juninho Thybau: A vitória demora, mas vem!

Publicado em 05 de julho de 2012

Enviado por Juliana Correia

O compositor Roberto José Fernandes Junior (foto abaixo) é conhecido no mundo do samba como Juninho Thybau. Nascido e criado em Irajá, bairro do subúrbio do RJ, sonhava ser jogador de futebol. Na infância, embalado em serestas promovidas pela família, tomou gosto por Vicente Celestino, Miltinho, Orlando Silva, Altemar Dutra e Nelson Gonçalves.
Filho do engenheiro eletricista e compositor Beto Gago (um dos autores das famosas “Faixa Amarela”, “Se Eu For Falar de Tristeza” e “Tempo de Criança”) e neto do violonista Thybau José Fernandes, Juninho já foi citado por Almir Guineto em entrevistas recentes como uma das grandes revelações da nova geração do samba.
O jovem acumula quase 20 músicas gravadas. entre elas “A Vitória Demora Mas Vem”, sucesso na voz do cantor Diogo Nogueira, escrita em parceria com Anderson Baiaco e Luis Caffé. Thybau participou também da gravação do CD/DVD Quintal do Pagodinho e está com disco pronto:
- Graças ao patrocínio do meu vizinho Marquinhos da Reciclagem, pude gravar o disco. Alceu Maia produziu e vários músicos da antiga tocaram. Há composições de Fred Camacho,Trio Calafrio, Nei Lopes e participação especial de Diogo Nogueira. Agora, aguardo alguma gravadora pra terminar de realizar esse sonho.
Juninho Thybau não tem se apresentado apenas em rodas de samba no Rio. Nos últimos meses, mostrou seu trabalho em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Brasília e Santa Catarina. Entre tantas emoções que o início de sua carreira já proporcionou, destaca o orgulho de ter cantado com Arlindo Cruz e Marquinhos China na casa de shows HSBC em SP — ao final do evento Exposamba — e uma nova composição em parceria com Almir Guineto e o músico Daniel de Oliveira. Entre sorrisos, conta:
- Lembro que uma vez (eu devia ter 9 anos) meu pai e minha tia Ircéa saíram de uma festa e me levaram com eles ao Pagode da Tia Doca. Quando acabou o samba, fomos para o Pagode do Pau Ferro. É muita informação já desde cedo! Minhas primeiras músicas fizeram sucesso dentro da minha casa. Aos poucos, pelas rodas nas ruas, onde aprendi muita coisa também, fui descobrindo minha veia de compositor.
Seus parceiros constantes são Raul Dicaprio, Anderson Baiaco, Alexandre Chacrinha, Luis Caffé e o primo Eduardo Silva. Com os dois primeiros, compôs “Contrato Vitalício”, canção que era obrigatória nos repertórios do Beco do Rato e do Terreiro do Galo (a roda de samba do Galocantô) entre 2005/2006. A música descrevia o personagem como um “pipa sem rabiola”, um bom vivant, e fez tanto sucesso que foi parar na Argentina: os hermanos do Grupo Malandragem a incluíram em disco gravado aqui no RJ.
Juninho conta que sempre gostou muito de partido alto, inclusive da arte de versar – improvisar versos por vezes “duelando” com outro versador, tal qual fazem os repentistas nordestinos e os rappers –, por isso, tem Renatinho Partideiro e Trio Calafrio como grandes referências e incentivadores.
Apesar de estar apenas com 25 anos, já tem muitas histórias para contar graças às suas andanças e sente saudade de extintos pagodes, como o da Tia Ciça (Irajá) e o do Casarão do Cobra (Cascadura). Sobre ídolos, entre muitos, cita Jamelão, Velha Guarda da Portela, Candeia, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luiz Carlos da Vila, Trio Calafrio e o tio Zeca Pagodinho.
O SOBRINHO DO ZECA PAGODINHO
A vontade de compor, cantar e viver de samba existe desde sempre. Tanto que o menino não se arrepende de ter abandonado a escolinha de futebol:
- A madrugada falou mais alto! Minha família se preocupa, mas, ao mesmo tempo, torce, me apoia. Tudo o que eu quero é continuar levando a bandeira do samba e alegria para as pessoas através do que eu faço.



Juninho foi convidado especial de Almir Guineto no Teatro Rival em 21/06



Na adolescência, sentia receio de cobranças e comparações devido ao parentesco. Toda família de Thybau é da música, mas o tio é o famoso Zeca Pagodinho — conhecido e respeitado inclusive por quem não é sambista –, forte referência para outros grandes nomes do segmento. Mas o tempo passou e a consciência sobre a responsabilidade que carrega ao assumir seu lado artístico o ajudou a se desprender dessas antigas objeções. Disposto a realizar seus trabalhos da melhor maneira possível, demonstra tranquilidade ao caminhar com as próprias pernas:
- Eu não gosto de pedir nada a ninguém. Seja quem for! Meu tio tem a rapaziada dele que passou sufoco junto com ele então nem acho certo, só por ser parente, de ‘tirar a vez’ dos caras. Não existe isso de me beneficiar passando por cima de alguém. Nem ele faria isso também! Se um dia ele me der uma oportunidade é outra história. Mas por conta própria não irei até lá pedir nada.



JMateus (quintaldosamba.com) e Juninho Thybau no show de Almir Guineto no Rival



Extrovertido, garante que vai continuar sua trajetória, de preferência fazendo exatamente como o tio faz, ou seja, fortalecendo todos aqueles outros compositores/cantores com os quais convive: Baiaco, Chacrinha, João Martins, Renato da Rocinha, Raul Dicaprio, Eduardo Familião, Luciano Bom Cabelo, Flavinho Bento, Wantuir, Galocantô…
Juninho Thybau sabe bem o que quer e apesar de ter abandonado o futebol, armou um grande time. Pelo visto, apreciaremos belos gols em breve. De fato a vitória demora mas vem!

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