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Lançando CD, Zeca Pagodinho dispara: ‘Temos que formar uma facção Brasil’

Publicado em 17 de setembro de 2010



Zeca durante o lançamento do seu 21º CD: homenagens, críticas sociais e uma cervejinha



Cantor falou sobre situação do país em coletiva de imprensa do seu 21º disco ‘Vida da Minha Vida’.

O cara boa praça, piadista, perfil típico do brasileiro comum continua lá. Mas Zeca Pagodinho não é só o cara das loiras geladas. É o cara que sabe falar sério quando preciso. Prova disso aconteceu na tarde desta quinta-feira, 16, durante coletiva de imprensa que serviu para lançar o seu 21º disco, “Vida da Minha Vida”, que chega às lojas no dia 21 de setembro.


Zeca a favor da facção Brasil



Ao ser perguntando se estava satisfeito com a situação do país ele foi direto: “Está um merda! Pode colocar aí! Está uma merda mesmo. Tenho até vergonha. O povo fala que está fazendo isso e aquilo, mas quando você vai a Bonsucesso, Nova Iguaçu ou Xerém (regiões metropolitanas do Rio de Janeiro) vê que é tudo caô. O povo passa mal e não tem médico para atender, não tem segurança. É incrível como nada funciona. Daí, tem facção (criminosa) A, facção B, o povo tinha que juntar e formar uma facção Brasil. Para dar porrada em quem merece”, desabafou ele para depois emendar: “Já passou das duas, não? Acho que podemos tomar algo mais geladinho!”, brincou ele para riso geral e já oferecendo uma cervejinha para os jornalistas.

Sobre o disco, Zeca contou que entrar em estúdio e gravar é uma festa, e que viveu assim nos dois últimos meses que antecederam a conclusão do novo trabalho.


Cervejinha durante a coletiva depois de um certo horário



Festa no Estúdio e homenagem ao neto

“Gravar é uma festa. Digo:’Estou com vontade de gravar’. A gente seleciona repertório, que graças a Deus não falta, reúne todo mundo e entra estúdio. Toda hora tem alguém chegando, visitando, tomando uma cerveja. Só fica chato quando tem que montar as bases e colocar a voz. Aí sou só eu o Rildo Hora”, diz ele que recebeu as visitas de Regina Casé, que participou da faixa “Candeeiro da Vovó” – regravação do clássico de Dona Ivone Lara -, da cantora Alcione, que canta com Zeca em “Quem passa vai parar”, da filha Elisa e do neto Noah, de sete meses, que ganhou homenagem na faixa “Orgulho do Vovô”.
“Compus essa música com o Arlindo Cruz. A gente estava tomando umas no quiosque em frente à minha casa e disse que estava com saudades do meu neto. Chamei o Arlindo para ir lá em casa. Era uma da manhã e, obviamente, meu neto já estava dormindo. Aliás, todo mundo já estava dormindo. Fui no quarto, olhei o Noah e voltei cantarolando a música. O Arlindo gostou, escreveu e levou para a casa. No dia seguinte, me ligou e disse que tinha ficado bom”, conta ele que também homenageia sua madrinha no mundo do samba Beth Carvalho, a quem dedica o disco.


Zeca durante a coletiva: brinde dedicado a Ogum



“Madrinha está afastada, está há um ano de cama. Ela é uma que está sempre nas paradas, sempre me visita no estúdio e esse ano ela não pintou. Aí, a gente fica com saudade”, diz ele referindo-se ao problema de coluna que afastou a cantora dos palcos.

Agora, Zeca só espera a hora de lançar o novo disco – o primeiro show de lançamento acontece no dia 3 de dezembro, em São Paulo -, o que para ele também é outra festa.
“Quero fazer um show em Salvador, Recife, Santa Catarina, São Paulo. Mas só no Brasil. Gosto de saber que vou a um lugar onde todo mundo me entende se eu pedir uma cervejinha”, diz ele que é entendido pelas classes A, B e C da facção Brasil.
Ouça a música “Vida da minha Vida”
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