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Leci Brandão e o Zé do Caroço

Publicado em 04 de março de 2010

Por Bruno Ribeiro

Leci BrandãoLeci Brandão é autora de um samba de que gosto muito. Zé do Caroço, feito em 1978, é um desses sambas que a gente escuta uma vez e já sabe que será cantado para sempre. Por causa dele, a cantora foi vetada na Polygram, uma multinacional que nunca aceitou seu repertório contestador. Na época, o diretor da gravadora argumentou que os sambas de Leci eram politizados demais, que contestavam muitos preconceitos e que isso não era comercialmente viável.

Mas Leci, dignamente (e como anda em falta a dignidade neste país!), recusou-se a abrir mão de suas idéias. Pagou por isso cinco anos de geladeira, sem mídia, sem gravadora, vivendo como uma artista independente – coisa que nunca deixou de ser. Poucos, na história da música brasileira, tiveram coragem de pedir rescisão de uma multinacional. Por este motivo, Leci Brandão tem todo o meu respeito – ainda que grave, com frequência, músicas que estão bem abaixo de seu talento.

Leci só podia mesmo ser filha de Ogum.

No vídeo abaixo, com Mariana Aydar, ela fala rapidamente sobre a história do Zé do Caroço, personagem de seu samba mais famoso e, talvez, do único samba imortal que ela compôs nesses anos todos de estrada:


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