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Mangueira terá alegoria ‘pela hora da morte’ na homenagem a Nelson Cavaquinho

Publicado em 02 de fevereiro de 2011

Alice Fernandes
RIO – A tarefa de carnavalizar vida e obra de Nelson Cavaquinho, dentro do enredo “O filho fiel, sempre Mangueira”, tem rendido boas – e curiosas – descobertas sobre a trajetória do sambista. Durante a pesquisa para desenvolver o tema biográfico na verde e rosa, os carnavalescos Mauro Quintaes e Wagner Gonçalves passaram a conhecer, a fundo, a história de um dos autores do clássico e poético samba “Folhas Secas”, composto por Nelson em parceria com Guilherme de Brito.


Wagner Gonçalves (à esquerda) e Mauro Quintaes, carnavalescos da Mangueira, posam em frente à alegoria da escola. Foto de André Teixeira


Além do fato de Nelson Antônio da Silva ter adotado Cavaquinho como sobrenome, apesar de ter feito mais sucesso tocando violão, muitas foram as revelações encontradas em livros e sites sobre o músico, que nasceu em outubro de 1911, no Jardim América, Zona Norte carioca. Entre as curiosidades, uma despertou maior interesse na dupla de carnavalescos da escola: um sonho indesejado que Nelson tivera enquanto dormia, com a revelação da hora de sua morte, supostamente agendada para as três horas da manhã. Daquele dia em diante, o sambista passara a atrasar diariamente o relógio, na esperança de retardar a partida anunciada, que na verdade só aconteceu em 1986, em horário diferente do “revelado” no pesadelo.
O inusitado episódio vai ganhar vida numa das alegorias mangueirenses, que terá um relógio gigante e a figura da morte em forma de escultura.
– Não sabemos a exata hora da morte, mas como há muitos relatos sobre esse tormento que ele viveu por conta do sonho, achamos que seria uma maneira irreverente de retratar um dos momentos mais difíceis da vida do mestre que foi Nelson Cavaquinho. Ele passou a ter fixação pelo relógio que tinha em casa e o atrasava todas as noites em pelo menos duas horas, sempre acreditando que dessa forma escaparia da morte – conta Wagner Gonçalves.
Mas nem só de passagens tristes será marcado o carnaval sobre o centenário de nascimento do grande poeta do samba. Uma das alas Mangueira vai brincar com a música “Primeiro de Abril”, cujos versos comentam a dor de ser traído por uma mulher, fato encarado com bom humor pelo sambista.
– Teremos uma ala em que todos os componentes estarão caracterizados de Pinóquio, personagem de ficção que ganhou fama pelas mentiras que contava, enquanto seu nariz crescia. A letra da música diz que Nelson foi enganado por uma mulher e ele goza dessa história com o samba. Ele teve muitas histórias de amor, uma delas inclusive platônica, e que teve um final muito interessante: somente na hora do velório dessa mulher, que ele amava sem ser correspondido, foi que ele finalmente teve coragem de beijá-la – conta Mauro Quintaes.
A boemia de Nelson Cavaquinho também será retratada no enredo da Mangueira, que entrará na Marquês de Sapucaí, no domingo de carnaval, com oito alegorias e 38 alas.


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