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Martinho da Vila lança disco em homenagem aos 100 anos de Noel Rosa

Publicado em 17 de maio de 2010

POR MAURO FERREIRA

Rio – ‘Poeta da Cidade’, CD em que Martinho da Vila aborda sucessos e raridades do repertório de Noel Rosa (1910 – 1937), já se revela especial por marcar a reunião de Martinho com Rildo Hora, produtor dos títulos da fase áurea da discografia do artista. Desde 2002, eles não trabalhavam juntos. Álbum que marca a estreia de Martinho na gravadora Biscoito Fino, ‘Poeta da Cidade’ atesta que Rildo já fazia falta na discografia de Martinho.



Noel Rosa (1910 - 1937) é visto acima no belo traço de Elifas Andreato



Crônicas da cidade
‘Poeta da Cidade’ foi idealizado para celebrar o centenário de nascimento de Noel, o compositor que ligou morro e asfalto, nos anos 30, com seus sambas cheios de verve e poesia. Martinho optou por selecionar músicas feitas somente por Noel, sem parceiros ilustres como o subestimado Vadico (1910 – 1962). A exceção é ‘Filosofia’, de Noel e André Filho (1906 – 1974).
Noel Rosa (1910 – 1937) é visto acima no belo traço de Elifas Andreato | Foto: Divulgação
Os destaques do disco residem nas pérolas raras pescadas no baú de Noel. ‘E Não Brinca Não’ (faixa em que o canto de Martinho soa leve e solto) e ‘Minha Viola’ (gravada com Mart’nália, convidada também de ‘Rapaz Folgado’) são sambas de acento rural atípico no cancioneiro de Noel, hábil cronista dos costumes do Rio dos anos 30. ‘Século do Progresso’ (gravada com Ana Costa) e ‘Quando o Samba Acabou’ (com Analimar, filha de Martinho) são temas mais lentos em que Noel retratou casos fictícios da violência da época, com muita melancolia e (certo) lirismo.
Quando investe nos clássicos, Martinho é menos feliz. Mas cabe apontar o tom camerístico que sua filha pianista, Maíra Freitas, imprime em ‘Último Desejo’. Em contrapartida, Patrícia Hora — filha de Rildo — não consegue transmitir todo o sentimento contido na tristonha ‘Três Apitos’. No todo, ‘Poeta da Cidade’ é bom disco que ratifica o apego de Martinho ao Rio.

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