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Mestre Ciça: ‘Eu me vejo como um inovador. Sempre apostei na audácia’

Publicado em 20 de janeiro de 2013

Por Rafael Arantes

Rio –  Há exatos 25 anos, Moacir da Silva Pinto fazia sua estreia como mestre de bateria no carnaval carioca. Em 1988, Ciça fez seu primeiro desfile no cargo, e comandou os ritmistas da Estácio de Sá, onde ficou por nove anos. Em seguida, foi para a Unidos da Tijuca, em 1998, único ano que ficou na escola do Borel, já que em 1999 iniciou uma era na Viradouro, escola em que permaneceu por 10 anos, antes de chegar na Grande Rio.
Grande nome dentre os mestres de bateria da atualidade, Ciça é um dos mais antigos que ainda seguem no posto de comandante, e sem previsão para aposentar o apito. Inovador, foi o responsável por levar para a Sapucaí alguns momentos de grande delírio do público, ao desempenhar alguns momentos curiosos do carnaval carioca. Sob o comando de Ciça, a Viradouro executou a paradinha funk e também viu seus ritmistas desfilarem sobre um carro alegórico. Já a Grande Rio, é a atual contemplada com as ’super-paradinhas’ criadas pelo mestre e sua equipe.
Em conversa exclusiva com O Dia na Folia, Ciça abriu o coração para comentar alguns dos momentos marcantes de sua carreira de sucesso, expôr seu ponto de vista sobre alguns assuntos polêmicos do carnaval e deixar no ar um grande suspense: Um grande sonho do comandante ainda não foi realizado.
Qual a sensação de estar prestes a comemorar Bodas de Prata como mestre de bateria?
Cara, não havia pensado nisso. Com toda a sinceridade, não cheguei a fazer este cálculo. Mas com certeza é um motivo para se comemorar. Isto me balança muito. São vinte e cinco anos de trabalho, respeitando e sendo respeitado. Tenho muito orgulho de estar conseguindo me manter dentro deste cenário, e espero continuar por muitos outros anos.
Qual foi o momento mais marcante da sua carreira no carnaval?
Meu grande momento? Acho que a passagem pela Viradouro foi muito marcante, não vou negar. Na Estácio também foi incrível, mas a Viradouro foi um grande salto na minha vida, pude mostrar a minha cara, o meu valor. Agora, quero continuar trabalhando aqui na Grande-Rio para deixar meu nome gravado na história desta grande escola também.
Como é vivenciar o estigma de ‘Escola dos Famosos’ que muitos dão para a Grande Rio?
Isto é algo muito relativo. No último domingo todos puderam ver a grande força do chão da nossa escola. Toda a diretoria da agremiação conversa bastante em prol do melhor para o pavilhão, este ano, mais do que nunca, a aposta é a força da comunidade. Os artistas sempre serão bem vindos, são torcedores, são amantes do samba, são Grande Rio. Quem não gostaria de contar com a presença deles!? Estou muito feliz por ter a Cléo Pires desfilando conosco, na bateria. As portas da Grande Rio estão sempre abertas para todos eles.
Como você convive com as críticas que aparecem na repercussão do seu trabalho?
São dois pontos de vista. Existem as críticas construtivas, que buscam nos ajudar, estas são muito boas, são em prol do nosso trabalho, gosto muito. Mas também existem aquelas que são com o intuito de ofender os outros, não gosto disso. Posso não gostar de uma bateria, mas sempre irei respeitar o trabalho de quem está efetuando o trabalho. Não acompanho as redes sociais, mas comentam comigo algumas das coisas que acabam aparecendo nela, não acho legal. Este tipo de coisa só me dá mais força para que eu melhore cada vez mais onde for preciso.
Você se enxerga como um dos grandes inovadores dentre os mestres de bateria?
Bom, vou deixar a modéstia um pouco de lado. Eu me vejo como um inovador sim, até pelo fato de não ter medo de arriscar. Sempre apostei na audácia, na busca por algumas novidades. Teve o ano da bateria em cima do carro, da paradinha funk, dos fogos, das paradonas, tudo é questão de arriscar e confiar no trabalho. Atualmente eu sei que estou um pouco mais light, mas no desfile de 2013 vamos voltar a causar um impacto. Esta é a minha característica, novamente vamos pra Sapucaí com uma grande paradinha. Se está dentro da letra, melodia e compasso, por quê não arriscar?
O que falar do atual momento da Invocada?
Olha, é um grande trabalho de renovação. No ensaio técnico, cerca de 100 garotos passaram pela primeira vez na sapucaí. Existe todo um foco no trabalho de base. Não há dinheiro que pague isso, ver meus ritmistas desfilando e tocando com vontade, com prazer.
O que esperar do próximo desfile da bateria de Mestre Ciça?
O ensaio técnico foi um grande teste, mais uma oportunidade de mostrarmos parte do trabalho. Provamos que não estamos de bobeira, e vamos continuar seguindo com o trabalho. Teremos a paradona, como já demonstramos, e também vai haver uma surpresa para o dia do desfile. Nossa rainha vai aprontar uma brincadeira em conjunto com o grupo, aguardem.
E para o futuro? Existe algum desejo ainda não realizado?
Eu tenho um grande sonho! Mas prefiro não falar sobre isso. Alguns amigos sabem do que se trata, mas é melhor deixar guardado. Quem sabe em um futuro não tão distante…

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