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“Na Renascer a estrela maior é a comunidade”, afirma Dinho

Publicado em 24 de março de 2013

Por Patrícia Raposo

Há anos ele vem acumulando experiência com passagens por diferentes baterias e, em outubro de 2012, se deparou com a oportunidade de comandar os ritmistas da Renascer de Jacarepaguá, o que lhe rendeu  as notas 10 / 9,9 / 10 e um 9,9, no último desfile.
Em um bate-papo com o SRZD-Carnaval,  Anderson Pereira dos Santos, popularmente conhecido como mestre Dinho, falou sobre a importante influência de seu conhecimento musical na realidade diária de uma escola de samba e destacou aprendizados fundamentais que adquiriu com outros mestres.
“A experiência de ter trabalhado no Grupo Especial com mestre Átila, onde começamos o processo de transição da bateria do Império Serrano junto com o Gilmar, atual mestre da escola, além do André Bolinho e Felipe me ajudou muito. Na ocasião, montamos a oficina de percussão, formamos e aprimoramos muitos ritmistas. Além disso, meu trabalho junto ao mestre Washington, na Inocentes de Belford Roxo, também serviu como base para o desafio de assumir a Renascer. Sem contar que aqui, antes de ocupar o posto do comando geral, eu já tinha muitas responsabilidades como a afinação, coordenação de diretores, coordenação no naipe de caixas e direção técnica da oficina de percussão. Ou seja, a soma de todos esses fatores me deu condições de, em apenas quatro meses, realizar um bom trabalho, claro, com a ajuda importantíssima dos meus diretores e ritmistas”, detalhou.

“Todo o meu conhecimento de teoria musical me ajuda na hora de passar para os ritmistas, por exemplo, uma bossa ou uma célula de condução rítmica, fazendo com que eles entendam as divisões e compassos necessários para a construção de uma determinada informação dentro do arranjo. No entanto, não acho que isso seja tudo, já que temos vários mestres de bateria que não dominam a teoria musical, realizam trabalhos maravilhosos há muitos anos e servem de referência não só para mim, mas para muitos outros profissionais do samba. Todos estes mestres merecem todo o nosso respeito. Ou seja, caso o profissional não possa usar a linguagem da teoria, não tem problema. Samba é música e a música tem linguagem universal e se precisar, mostro na prática, já que graças a Deus, toco todos os instrumentos de uma bateria”, completou.
Questionado se o olhar do jurado influencia diretamente no desenvolvimento do seu trabalho, o mestre afirmou que segue duas linhas fundamentais como referência: os jurados e seu conhecimento.
“Em meu primeiro ano no comando geral, usei o mesmo critério que usava quando era diretor auxiliar.  Agora vou verificar as justificativas junto com meus diretores e, dependendo do que for relatado, vamos procurar trabalhar para não cometer os mesmos erros novamente. Sabendo também que alguns imprevistos acontecem no momento do desfile, e todas as baterias estão sujeitas a isso. Resumindo, acho que é bom trabalhar visando as duas coisas: o olhar de jurado e os métodos que eu e minha diretoria decidimos. Entendo o olhar dos jurados porque atuo fora do Rio nesta função. O que não é nada fácil quando se faz um trabalho com respeito e seriedade”, opinou.
Fazendo uma análise sobre a performance da bateria no Carnaval de 2013, Dinho também destacou o apoio que recebeu do presidente da Renascer, Salomão e da vice-presidente, Tatiana.
“Eu fiquei muito satisfeito, pois, em apenas quatro meses, conseguimos fazer algumas mudanças que eu sei que desagradaram a alguns, mas isso faz parte. Com todas as dificuldades que tivemos, foi muito bom. Consegui montar uma diretoria unida e literalmente guerreira. Também tive total apoio do presidente Salomão e da vice Tatiana, além de um diálogo aberto e profissional com Rogerinho e toda a turma do carro de som, inclusive o Douglas Botelho, diretor musical. Enfim, de três notas válidas, precisávamos de 30 pontos, e conseguimos 29.9. Diante de tudo o que passamos, acho que valeu a pena pelo esforço dos diretores e ritmistas. Saímos da Avenida com o sentimento de dever cumprido e ainda tive o apoio luxuoso dos mestres Washington, mestre Marcão, mestre Maurão, mestre Paulinho, mestre Lolo e Andrezinho, além de ter sido coroado com comentários positivos do grande mestre Odilon. Agradeço a todos os amigos que se doaram e emprestaram seu talento para a bateria guerreira da Renascer”, reconheceu.
Passado o Carnaval, Dinho já faz novos planos.
“Agora é o momento de colher os frutos, se Deus quiser positivos, dos projetos que estarei participando agora em 2013. Entre eles, o lançamento do cd e DVD da banda Rio Samba ‘N’ Roll, da qual faço parte, do DVD do amigo Dudu Nobre, que também tive a felicidade de ser convidado para gravar, além do projeto de intercâmbio Brasil / EUA sobre percussão que estarei participando em Julho”, contou.
Para finalizar, mestre Dinho deixou um recado para toda a comunidade da Renascer.
“Na Renascer a estrela maior é você, comunidade de Jacarepaguá. Uma escola unida vai longe, e é como fazemos na bateria com o lema usado pelo meu diretor, Júnior Cortez: Juntos somos mais fortes. E com humildade e trabalho podemos ir longe”, concluiu.

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