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Na Viradouro, a esperança é aliança e união para o Carnaval 2011

Publicado em 24 de outubro de 2010

Alberto João

Não é apenas um samba-enredo. É O SAMBA-ENREDO que a Viradouro precisa para o desfile do ano que vem. Na noite deste sábado e manhã de domingo, os compositores Renan Gemeo, P.C. Portugal, Rodrigo, Fernando Johara, Diego Moura e Jeferson Lima faturaram a disputa e mostraram que na Viradouro, “o amor está dentro deles e que juntos todos vão chegar ao lugar especial”. Após ser rebaixada para o Grupo de Acesso A no Carnaval 2010, a Viradouro tinha tudo para estar com seus componentes de cabeça baixa e sem vontade de desfilar em 2011.
Porém, a chegada de Gusttavo Clarão, sambista verdadeiro, à presidência e os novos rumos da agremiação fizeram da vermelho e branco uma escola com alto astral lá em cima e que não “está nem aí” para desfilar no Acesso, pois sabe que é passageira sua caminhada por ali e que rapidamente voltará para seu lugar de origem e direito, que é o Grupo Especial.
Quem esteve na final de samba da Viradouro viu que essa aliança da escola com sua comunidade é a esperança de que tudo vai dar certo no desfile de 2011 e que na quarta-feira de cinzas todo povo de Niterói poderá celebrar o retorno para elite do carnaval.
- Sempre dei sorte com parcerias. Fui sete vezes campeão com o Gusttavo (presidente). O samba-enredo já nasce bonito. Nós tivemos felicidade de entender o enredo e transformar tudo em sentimento para colocar no samba. O coração falou mais alto. Pode estar no Grupo Z, que não vou largar nunca a Viradouro – disse emocionado o compositor PC Portugal, que venceu pela 11ª vez na escola.
Novatos em vitória na disputa de samba da Viradouro, os compositores Diego Moura e Renan Gemeo eram só alegria. – Essa primeira vitória representa muito. A parceria foi no ponto do amor – disse Diego. – Sou de Niterói e sempre gostei de samba. Foi uma disputa muito difícil – contou Renan.

Como foi a final de samba
A escolha do hino da Viradouro no Carnaval 2011 mexeu com Niterói. Como nos bons anos da escola, a quadra recebeu um excelente público, mesmo com o temporal na cidade. Com show de passistas e homens sarados nos queijos, a festa foi aberta com sambas antigos da vermelho e branco.
Antes, a bateria deu seu show. A final de samba também marcou o batizado da bateria, que é comandada pelo jovem mestre Pablo, cria da agremiação. O apelido é Furacão Vermelho e Branco. E, a bateria comprovou o nome que recebeu. Mestre Pablo inaugurou seu comando com autoridade e exibiu diversas paradinhas e o ritmo gosto, típico dos bons tempos da Viradouro, ainda comandada por mestre Ciça, que hoje brilha na Grande Rio.
- Vou colocar na bateria tudo que tenho direito: coreografia e paradinha. Quero seguir os passos do Ciça, que foi meu professor, e vou levar novidades para Avenida. É uma grande responsabilidade, mas sou da escola e a comunidade pediu meu nome para comandar a bateria – afirmou mestre Pablo, que ainda não conta com uma rainha para ficar à frente dos ritmistas.
Após o show da bateria, os cantores da escola deram lugar para entrada de Dominguinhos do Estácio, que relembrou sambas marcantes da Viradouro e cantou obras da Imperatriz, sua atual agremiação.
A partir daí, a disputa de samba começou. As três primeiras parcerias passaram bem, mas ninguém mexeu com toda quadra. Então, a turma de PC Portugal pisou na quadra e deu um grande sacode para não deixar dúvida em ninguém que aquele era o samba da Viradouro no Carnaval 2011. O cantor Gilsinho foi perfeito na condução do samba. O resultado só comprovou a bela apresentação da parceria.
Emoção é a palavra de ordem na Viradouro
Em entrevista, o presidente Gusttavo Clarão analisou a disputa de samba e falou sobre os rumos da escola. – Como compositor, eu não podia errar na escolha do samba. Nosso processo de disputa foi feito com lisura. Sabemos que temos o samba para ser a obra do ano. Ele toca no coração. Emoção vem forte – disse o presidente, que revelou uma excelente notícia para o torcedor da Viradouro. – Só temos cinco alas comerciais. A Viradouro terá mais de 2 mil componentes da comunidade no desfile. Nosso padrão é de Grupo Especial – explicou.
Quem também está muito feliz na Viradouro é o carnavalesco Jack Vasconcelos. – Fui muito bem recebido. Sei que para ganhar o Grupo de Acesso é preciso manter o mesmo padrão durante todo o desfile. Todo mundo calçado, fantasias e alegorias explicando o enredo, enfim, o segredo é esse. Na Viradouro, eu terei o abre-alas acoplado. Nossa estrutura é de carros grandes e fortes. Todos são motorizados. O enredo marca a retomada da comunicação e o amor com a comunidade, mas não é sobre a Viradouro. A comunidade é o exemplo dessa comunicação, que junta pessoas – revelou Jack.
A Viradouro desfila no sábado de carnaval e sonha com o título e a única vaga para o Grupo Especial. Samba, bateria, comunidade e força já são da escola. Agora, o negócio é mostrar tudo isso com muito amor na Avenida.

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