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Neguinho da Beija-Flor lança CD a R$ 4,99 e mete bronca na Seleção

Publicado em 11 de junho de 2010

POR SARA PAIXÃO

Rio – Quando o assunto é futebol, Neguinho da Beija-Flor é a voz. Quem nunca cantou ‘domingo eu vou ao Maracanã’, eternizada por ele na música ‘O Campeão’, de 1979? Às vésperas de a Seleção entrar em campo na África do Sul, ele faz sua torcida com ‘Brasil Rei de Bola’. De autoria dele com Murilo Rayol, está em seu novo CD, ‘Guerreiro, Brasileiro e Sonhador’, à venda por R$ 4,99, para “concorrer com os camelôs”.
“‘Rei da Bola’ é uma adaptação do samba que fiz para o Carnaval de 1986 e que ficou em segundo lugar”, explica o cantor, referindo-se ao ano em que a Beija-Flor defendeu o inesquecível samba-enredo ‘O Mundo é uma Bola’. Mas, quando o assunto é a atual Seleção, o tempo fecha. “Não considero essa seleção brasileira, é a seleção do Dunga. Nós queremos os meninos do Santos, o Adriano. Dunga faz papel de ditador, não dá entrevista, é cheio de marra”, diz. A lista dos selecionáveis, segundo ele, deveria sair de uma eleição. “Brasileiro é muito frouxo. Tinha que ter ido para as ruas, quebrar a CBF, fazer greve. Não queremos esses jogadores. Nós, que pintamos ruas, damos audiência para os jogos, nós é que temos que escolher os jogadores ”, esbraveja.
“Se não tem jeito, vamos torcer. ‘Sou brasileiro, guerreiro, sonhador’”, diz, referindo-se à música homônima, que também está no álbum, e foi feita por ele e Hilton Ai Rhian em homenagem ao presidente de honra da Beija-Flor Aniz Abraão Davi, o Anísio, acusado de contravenção. “Depois de Deus, ele é o homem mais importante na minha vida. E fazem com ele a maior demagogia. Mega Sena pode, raspadinha pode e jogo do bicho, não?”, defende.
“Se fosse na época da ditadura, estaria morto. Falo o que penso, sem medo de errar. Escapei de morrer, agora não tenho medo de nada”, garante ele, recuperado do câncer no intestino. Prestes a completar 61 anos, dia 29, Neguinho vai comemorar a data na casa onde nasceu, em Nova Iguaçu.
A volta ao local para a reforma da residência despertou nele o interesse de ingressar na política. “Minha rua, desde que nasci até hoje, não foi asfaltada. Isso porque é a rua de um morador ilustre. Imagina o sufoco que passa quem não é conhecido? Nova Iguaçu já teve bons prefeitos, mas quero ser o melhor”, anuncia ele, que pretende concorrer nas eleições de 2012, mas ainda está sem partido. “Já fui procurado por um partido, sei que vou ser procurado por vários outros”, garante.

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