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Portela e Vila Isabel são as melhores do primeiro dia do Grupo Especial

Publicado em 20 de fevereiro de 2012

Por Raphael Azevedo
Rio -  Portela e Vila Isabel fizeram as melhores apresentações da primeira noite de desfiles do Grupo Especial. Imperatriz e Mocidade também brilharam com suas homenagens a Jorge Amado e a Candido Portinari respectivamente. A Beija-Flor, que exaltou São Luís do Maranhão, cometeu diversos erros no quesito evolução e não repetiu o sucesso de anos anteriores. Porto da Pedra e Renascer fizeram desfiles sem empolgação.
Dona do melhor samba-enredo do Carnaval 2012, a Portela entrou na Avenida de maneira arrebatadora com enredo que contava a história das festas religiosas da Bahia. A impactante abertura foi completada pelo abre-alas que trazia o símbolo maior da escola, a águia, toda dourada e cheia de brilho. Na alegoria, Paulinho da Viola e Marisa Monte foram bastante aplaudidos pelo público.

Marisa Monte e Paulinho da Viola no abre-alas da Portela | Foto: André Mourão / Agência O Dia

Outro ponto alto do desfile foi a empolgação dos componentes, que cantaram o samba-enredo a plenos pulmões. A bateria do mestre Nilo Sérgio teve uma exibição impecável, misturando ritmos baianos com bastante suingue. Concebidas pelo carnavalesco Paulo Menezes, as alegorias ajudaram a contar o enredo com clareza, no entanto, apresentaram algumas falhas de acabamento, como pôde ser notado no segundo e sexto carros.
A cantora Vanessa da Mata também desfilou no carro representando Clara Nunes. A Portela conseguiu fazer um grande desfile ancorado no talento de seu carnavalesco e a garra de seus componentes. A colocação não pode ser prevista, mas certamente a escola apagou a péssima impressão deixada pelos últimos desfiles. O torcedor pode, enfim, voltar a sonhar com uma boa classificação.

Vila revive clima de Kizomba e faz desfile arrebatador
A Vila Isabel fechou a primeira noite com um enredo que homenageava Angola. Apoiada pela garra de seus componentes e pelo excelente samba-enredo, a azul e branco passou de forma arrepiante lembrando o sucesso de “Kizomba”. Já na comissão de frente, que representava a savana com animais, a escola mostrou que estava disposta a brigar pelo título.
Concebida por Marcelo Missailidis, a comissão trouxe figurantes que “viravam” animais que sumiam na vegetação. A bela sacada foi bastante aplaudida pelo público. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, exibiu técnica, garra e entrosamento. O luxuoso figurino contribuiu para o sucesso da dupla.

Sabrina Sato, como rainha de bateria da Vila Isabel pelo segundo ano consecutivo | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

A bateria comandada pelos mestres Paulinho e Wallan teve uma atuação espetacular, fazendo a sustentação na medida certa e com direito a paradinhas e bossas. A reprodução da batida do kuduro, cheia de ousadia, funcionou e empolgou. As fantasias criadas por Rosa Magalhães primaram pelo requinte e bom gosto. Martinho da Vila, presidente de honra da escola, desfilou no último carro segurando uma bandeira de Angola.

Beija-Flor capricha no luxo, mas erra muito em evolução
A Beija-Flor apresentou um enredo em homenagem à cidade de São Luís, que está completando 400 anos de fundação. Conhecida por sua imponência nas alegorias, a azul e branco usou, mais uma vez, carros enormes para contar a saga histórica da capital do Maranhão.

A comissão de frente, comandada pelo experiente Fábio de Mello, teve problemas no início do desfile e passou sem se apresentar para o público do setor 3, o que por regulamento seria obrigatório. Ao chegar diante da primeira cabine, a comissão não executou com perfeição os movimentos e deixou a desejar.

Joãosinho Trinta homenageado pela Beija-Flor | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia

O casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso desfilou logo atrás trajando uma belíssima fantasia predominantemente na cor amarela. A dupla esbanjou técnica, entrosamento e leveza, encantando a avenida.
Já no quesito evolução, a Beija-Flor teve uma noite irreconhecível, cometendo erros primários que geralmente não acontecem na escola comandada por Laíla. Em diversos momentos do desfile foi possível ver alas correndo e alegorias passando “voando” diante do público. A apresentação foi encerrada com uma bela homenagem ao carnavalesco Joãosinha Trinta, morto em dezembro. O carro do Cristo mendigo voltou à Sapucaí e foi bastante aplaudido.

Imperatriz acerta na homenagem a Jorge Amado
O carnavalesco Max Lopes estava devendo um grande trabalho havia tempos. Na madrugada desta segunda-feira, com uma bela homenagem ao centenário de Jorge Amado, Max conseguiu mostrar todo o seu talento e honrar o título de “Mago das Cores”. Apesar de alguns problemas em alegorias, a escola conseguiu contar o tema com clareza, carros luxuosos e fantasias bastante coloridas.

Um dos momentos mais aguardados do desfile foi a passagem da bateria de mestre Noca, que assumiu o posto há poucos meses do Carnaval no lugar do mestre Marcone. O sambista, apesar do pouco tempo para ensaiar, venceu o desafio e parecia não se preocupar com as comparações. Noca apresentou paradinhas totalmente coerentes com o enredo e empolgou.

Cantor Elymar Santos está otimista com a vitória da Imperatriz | Foto: Fernando Souza / Agência O Dia

À frente da bateria, Luiza Brunet deu um susto antes do desfile começar. A musa teve três quedas de pressão e precisou ser atendida no posto médico, onde recebeu soro para fazer hidratação. Porém, nada impediu a beldade de mostrar seu talento. Luiza Brunet passou lindamente e mostrou, de novo, por que é uma das rainhas mais respeitadas.

Os acertos da Imperatriz foram maiores, no entanto, os graves erros em evolução poderão tirar décimos preciosos da escola. Por diversos momentos, a agremiação ficou completamente parada na avenida, comprometendo a fluidez dos componentes.
Outra falha gravíssima foi notada no último carro que representava o Pelourinho e a fundação da Casa de Jorge Amado. A alegoria que trazia familiares do homenageado e o cantor Elymar Santos passou com parte da estrutura tombada e prejudicou seriamente o visual.

Mocidade esbanja luxo em fantasias, mas empolga pouco
Quarta escola a desfilar, a Mocidade cantou a vida e a obra de Candido Portinari. Criadas pelo carnavalesco Alexandre Louzada, as alegorias esbanjaram luxo e ajudaram a dar leitura ao enredo. O gigantismo do abre-alas, no entanto, prejudicou um pouco a evolução. A barra de direção da alegoria quebrou: o carro passou a puxar para a direita, por pouco não bateu na grade que separa a avenida do público e diminuiu o ritmo da Mocidade.

A tradicional bateria da verde e branco honrou a história de mestre André e executou diversas paradinhas que levaram o público ao delírio. O figurino dos ritmistas chamou a atenção pelo uso de sete cores diferentes dividas entre os vários naipes de instrumento. Mestre Bereco e mestre Dudu conseguiram criar uma boa parceria, na qual quem ganhou foi a Mocidade.

Escola coloriu a Sapucaí para homenagear Candido Portinari, mas público não vibrou tanto com a verde e branco | Foto: André Luiz Mello / Agencia O Dia

A rainha de bateria, Antônia Fontenelle, debutante no posto, bem que se esforçou para fazer bonito, mas deixou transparecer insegurança e em certos momentos parecia não saber o que fazer. Os ritmistas viram de perto Regina Casé, que desfilou perto da bateria.
Porém, a Mocidade, que não vence um campeonato desde 1996, ficou devendo mesmo no quesito harmonia. Os componentes que costumam dar show de garra, desta vez pareciam não muito empolgados. O público reagiu da mesma forma e não vibrou tanto com a passagem da agremiação.

Renascer sente o peso da estreia no Especial
Primeira escola a desfilar, a Renascer de Jacarepaguá levou para a Avenida a história do artista plástico Romero Britto. A agremiação, que fez sua estreia na elite do Carnaval, no entanto, sentiu o peso da missão e fez uma apresentação de altos e baixos. Os problemas começaram no abre-alas, que era acoplado. Todo branco, o carro passou parcialmente apagado na avenida.

Na segunda alegoria também foi possível notar uma grave falha no acabamento, o que poderá custar preciosos décimos no quesito. Um dos destaques do desfile da Renascer foi a bateria do mestre Paulão. Inspirados, os ritmistas ousaram exibindo diversas paradinhas, obtendo assim uma bela resposta do público. O grande homenageado desfilou na última alegoria visivelmente emocionado.

Com enredo confuso, Porto da Pedra tem destaque na bateria
A Unidos da Porto da Pedra entrou com a difícil missão de contar a história do iogurte. A tarefa, por sua vez, foi prejudicada pela fragilidade do tema, o que resultou em um desfile monótono e sem empolgação. O samba-enredo, considerado um dos mais fracos da safra, não favoreceu uma boa apresentação.

Com enredo polêmico, agremiação faz desfile sem grandes destaques | Foto: Carlos Moraes - Severino Silva / Agência O Dia

Os componentes bem que tentaram, mas, no geral, a vermelho e branco de São Gonçalo não levantou a Sapucaí. A única exceção ficou por conta da passagem da bateria de mestre Thiago Diogo, que ousou bastante e executou diversas paradinhas. O público reagiu e aplaudiu os ritmistas. Mérito de um diretor incansável e seus homens.
A rainha de bateria, a atriz Ellen Rocche, em seu segundo ano na escola, demonstrou mais entrosamento, apesar de ter desfilado espremida entre os ritmistas e a ala da frente.


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