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Sistema anti-incêndio terá que ser trocado na Cidade do Samba

Publicado em 09 de fevereiro de 2011

Fernanda Alves e Thiago Feres

Rio – O sistema de combate a incêndios da Cidade do Samba precisará ser trocado para que o espaço seja liberado e volte a receber o público na praça principal. A informação é do coronel Délio Neri, comandante do Departamento Geral de Serviços Técnicos do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, há fortes indícios de que exista vazamento na tubulação que abastece os sprinklers, chuveirinhos acionados por fumaça. O Ministério Público abriu inquérito para apurar o incêndio.

“Percebi uma alteração nos equipamentos que medem a pressão com que a água é aspergida nessa situação. Porém, agora será preciso refazer toda a estrutura anti-incêndio baseada na Resolução 300, de 2006, quando a Cidade do Samba já existia. Nela, está previsto o uso de equipamentos mais potentes e modernos para galpões tão grandes. A capacidade de apagar incêndios e a pressão da água é 3 vezes maior”, explica.

Durante toda o dia de ontem, os bombeiros continuaram o trabalho de rescaldo nos barracões da Grande Rio, Portela e União da Ilha. Foram debelados vários focos de incêndio. Técnicos da Defesa Civil e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) também foram ao local fazer vistorias.

Os barracões atingidos receberam a visita de técnicos da Defesa Civil e de peritos do ICCE

APAGÃO PELA MANHÃ
Parte da Cidade do Samba permaneceu sem luz ao longo da manhã de ontem. Isso porque a subestação que abastece as construções afetadas — barracões da Grande Rio, Portela, União da Ilha e Liesa — é a mesma dos barracões da Unidos do Porto da Pedra e Vila Isabel. A energia só foi restabelecida com autorização dos bombeiros.

O apagão causou atrasos nos cronogramas das duas agremiações, que ficaram com os trabalhos paralisados durante um dia e meio. Nas duas escolas, no entanto, não houve queixas. Segundo o diretor de Carnaval da agremiação de São Gonçalo, Amauri de Oliveira, o momento é de solidariedade. “Não podemos nos preocupar com essas coisas pequenas quando outras escolas irmãs estão passando por esse momento difícil. Atrapalhou o cronograma, mas nada que um dia de trabalho não solucione”, declarou.

Projeto original havia sido reprovado por bombeiros
O projeto inicial apresentado pelos engenheiros responsáveis pelas obras na Cidade do Samba ao Corpo de Bombeiros foi reprovado no ano de 2004. Segundo a corporação, o croqui previa a implantação dos sprinklers apenas nas áreas administrativas dos barracões, não sendo instalados nos andares de trabalho, onde se concentra maior parte dos materiais inflamáveis.

“Chegamos a reprovar o primeiro projeto que nos foi apresentado. Eles tiveram que refazer tudo para que a obra e o local fossem liberados com o nosso aval”, lembrou o comandante do Departamento Geral de Serviços Técnicos, coronel Délio Neri.

Pesquisador da Coppe/UFRJ, Moacyr Duarte, especialista em análise de acidente e controle de emergência, avaliou o que poderia ter sido feito para evitar o incêndio. Ele diz que as escolas deveriam ter um técnico de segurança 24 horas por dia nos barracões para fiscalizar a disposição de materiais inflamáveis.

O deputado Dionísio Lins (PP) pediu a instalação de uma Comissão Especial para investigar o incêndio. De acordo com o parlamentar, relatos de pessoas que trabalhavam nos barracões dão conta de que muitos problemas foram encontrados por eles na hora de tentarem combater o início do incêndio.


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