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Sorocaba – Agora quem dá a bola é o samba

Publicado em 30 de janeiro de 2011

Mayco Geretti

Soa clichê falar sobre algo que une brancos, negros, pardos, amarelos, mas assim é o samba, pelo menos entre seus entusiastas. Neste sábado, centenas deles se reuniram no Lar Escola Monteiro Lobato para apresentar os sambas enredo desse ano e para provar que o Carnaval de rua de Sorocaba se renova, volta crescer e vai bem, obrigado.
Integrantes de nove escolas de samba de Sorocaba participaram da reunião de bambas que formam dinastias do samba. Gente como Kátia Martins, que afirma ter nascido em cima de um carro alegórico. “Tende a ser uma coisa de pai, para filho, de avó para neta. Sou filha de sambistas e hoje estou aqui com minha filha grávida. A herança já está no sangue.”
Com tamborim em mãos, José Serafim Mendes, 38, afirma que em meio a bateria, entre tantos, ele sente-se a estrela da avenida. “Quando estou tocando parece que todos os olhares estão em mim. Toco na bateria há mais de 10 anos e jamais vou deixar de me arrepiar.”
Assumindo a falta de vocação e intimidade com o Carnaval, a esteticista Irene Mendes, 43, que foi ao encontro de escolas para acompanhar uma amiga, quase que instintivamente mexia os ombros acompanhando a marcação do surdo. Abordada pela reportagem, confessou que jamais havia “dado muita chance” ao Carnaval, mas que já se sentia “convertida”. “Tentarei arrastar meu marido para um desfile ou baile esse ano, coisa que nunca fizemos em 23 anos de casados.”
Renovação
O Carnaval de rua de Sorocaba passou por maus bocados. As escolas ficaram sem desfilar por oito anos e a tradição por pouco, não morreu. A atual presidente da Lisobes (Liga Sorocaba de Blocos e Escolas de Samba), Patrícia Toledo, compara a volta por cima à mitológica fênix, que renasceu das cinzas. “Precisamos quase acabar para nos reinventarmos. Hoje a liga das escolas está organizada, se desenvolvendo e atraindo a nova geração para a cultura do Carnaval”. Patrícia afirma que o Carnaval de rua só não acabou na cidade em razão dos blocos, que jamais deixaram de sair.
Eleito o Cidadão Samba de 2011, o programador de computadores José Gregório, 33, afirma que, ao contrário dos que os menos envolvidos possam pensar, a batucada não hiberna quando acaba o som dos salões e apagam os holofotes da avenida. “Para quem gosta dessa forma de cultura popular não é algo que tenha uma validade. O samba permanece forte e arrebanhando seguidores nas rodas dos botecos, nos churrascos em família.”
Na festa deste sábado também foram selecionados o rei momo e a rainha do Carnaval, que serão os embaixadores nos blocos, desfiles e bailes de salão. Com seus 154 quilos, o rei momo Tim Maia afirma estar preparado para a maratona e diz que pouco vai mudar na dieta. “O que eu for perdendo em suor, recupero no prato.”
A rainha, eleita entre 10 candidatas das escolas locais, é Mariele Ferreira, da 28 de Setembro.

Os desfiles das escolas
As escolas de samba desfilarão no sábado e domingo de Carnaval, dias 5 e 6 de março respectivamente. Novamente a festa será realizada no Alto da Boa Vista, com os desfiles passando pela avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes. No sábado entram na avenida 28 de Setembro, Show Brasil, Estrela da Vila e Cativeiro. No domingo fecham os desfiles Planeta Negro, Império do Parque das Águas e Carinhosa de Nova Esperança.

Blocos
O bloco do Depois abre o Carnaval na sexta-feira. No sábado saem os blocos do Mandala e Quilombinho e no domingo o Boca-a-Boca. Na segunda-feira é a vez do Recreiol e na terça o tradicional Bloco do Cocó encerra o circuito.


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