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Thiago Diogo: ‘Vamos com tudo para mais uma batalha’

Publicado em 28 de janeiro de 2013

Por Rafael Arantes

Rio –  Há sete anos na Porto da Pedra, Thiago Diogo está prestes a completar seu quinto carnaval  como mestre de bateria. Citado como revelação há alguns anos, o comandante da Bateria do Kaô já é considerado um dos grandes mestres da atualidade, fato que se confirma com as notas recebidas pela bateria nos últimos desfiles da escola, que mesmo com a queda para o Grupo de Acesso, viu sua bateria perder apenas um décimo no desfile de 2012.
Um dos discípulos de Mestre Louro, Thiago Diogo sempre ressaltou a importância do trabalho ao lado de um dos grandes nomes da história do carnaval carioca, de quem fez parte da equipe de diretores também na própria Porto da Pedra. Criado junto ao trabalho de Louro, o comandante da Bateria do Kaô cresceu e desenvolveu seus dons musicais pelo Salgueiro, ao lado do grande amigo Marcão, outro grande nome entre os mestres da atualidade.
Em conversa exclusiva com o Dia na Folia, o mestre não poupou palavras para revelar um pouco de sua trajetória na escola de São Gonçalo, além exaltar a felicidade de ter todo o cliclo de seu trabalho sendo reconhecido e respeitado. Na ocasião, o comandante ainda comentou as participações que fará nas baterias de alguns amigos, e projetou mais um desfile técnico e surpreendente da Bateria do Kaô, que será a segunda a passar pela Sapucaí na sexta-feira de carnaval, pelo primeiro dia de desfiles da nova Série Ouro.
Mesmo com a crise que a Porto da Pedra vivenciou em alguns momentos da temporada o seu trabalho sempre se manteve intacto. Como você descreve a força da sua bateria?
Nós focamos no trabalho, eu acho que a intenção é buscar sempre a qualidade máxima que todos esperam. Saímos como uma das baterias mais bem pontuadas do Grupo Especial, e a cobrança vai continuar no Acesso. Deixei os problemas da escola para quem tinha que resolver. Continuei determinado no trabalho da bateria, querendo firmar a nossa batucada e não perder o pique. Mesmo com a queda para o Grupo de Acesso, tem muitas pessoas querendo fazer parte deste nosso projeto, muitos querendo desfilar, nós viramos uma grande família. Falei que ia levar uma bateria de 300 pessoas para o ensaio técnico e levei, e muita gente não acreditava. Mas no geral é isso, o trabalho sempre em primeiro lugar.
E sempre muito elogiada, o que a Bateria do Kaô vem preparando para 2013?
Uma bateria técnica, bem afinada, sempre buscando um diferencial, um algo a mais. Vamos com paradinhas e coreografias novamente, queremos levantar o público também. Particularmente, prefiro uma paradinha em que o jurado possa ver um bom funcionamento de todos os detalhes, partimos para um lado mais ousado por este caminho, uma bossa que possam ver o notar a ação de cada instrumento dentro da nossa bateria. Vamos com tudo para mais uma batalha.
Atualmente, o status de revelação já se transformou para uma ‘grande realidade’. Como você enxerga este fato?
Eu não ligo muito para essas coisas. A ficha não caiu para isto de mestre. Eu me vejo como um ritmista melhorado em alguns pontos, que quer ajudar e crescer sempre. A própria galera da Porto da Pedra sabe que trato a bateria como ‘nossa’, nada de ser algo só meu. Mas no geral é aquilo, o menino cresceu né? (risos).
Como se sente ao ser considerado o sucessor do Mestre Louro?
Mestre Louro foi muito importante em meu crescimento. Aqui na Porto, eu era o braço direito dele. Junto ao Marcão, somos os sucessores deste grande mito, e acho que onde estiver ele deve se orgulhar muito de nós. De ver que estamos dando sequência aos trabalhos que ele fez, e conseguindo um bom reconhecimento por isso.
Como é sua relação tão especial com o Salgueiro?
Sou salgueirense, todos sabem disso. E sou uma pessoa que se dá bem com todo mundo, dificilmente vão me ver falando que não gosto de alguém, então sempre fui bem recebido lá, mesmo depois da minha saída. Eu e Marcão crescemos juntos, quando ele assumiu a bateria do Salgueiro eu estava com ele. Tudo isso envolve um lado mais de união, a maldade que alguns insistem em colocar ficam pela cabeça dessas pessoas. Temos uma grande amizade, que não envolve somente nós dois, mas também o Lolo, da Curicica, e o Maurão, da Rocinha. Todos desfilam juntos, todos ajudam uns aos outros.
Como você se sentiu com o convite feito pelos mestres da São Clemente?
Já estava frequentando os ensaios há um tempo, então, o Caliquinho e o Gil me convidaram para vir apresentando a bateria, fiquei até meio receoso se estaria pronto para isso, mas aceitei, espero estar sempre podendo ajudar. O presidente Renatinho me conhece desde pequeno, e lá todo mundo se dá muito bem, é uma escola muito agradável. Estou chegando para ajudar, e fico muito feliz com a recepção que venho recebendo, estou ali ao lado de grande amigos, e isso é uma grande satisfação.
Qual seu maior sonho dentro do carnaval?
A maioria dos meus desejos no carnaval já se concretizaram. O maior sonho eu já tenho realizado, que é ser reconhecido pelo meu trabalho. Estou em uma escola que me trata muito bem, onde consigo fazer um bom trabalho. A cada ano estamos completando um passo a mais neste ciclo, sendo bem aceito e respeitado por todo mundo, isto sim é algo positivo, é um sonho que se tornou real.

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