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União da Ilha abre desfiles do segundo dia de Carnaval, no dia em que completa 58 anos

Publicado em 08 de março de 2011

POR RAPHAEL AZEVEDO
Rio – Primeira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, a União da Ilha abriu o espetáculo em grande estilo. Completando 58 anos nesta segunda-feira, a agremiação foi quem deu o presente para o público que conferiu sua apresentação. Com muita garra, a escola “esqueceu” os problemas causados pelo incêndio que fez a escola perder todas as fantasias e deu um show.
Com um enredo que contava a história da origem das espécies, através dos estudos de Charles Darwin, a Ilha deu uma verdadeira aula no desenvolvimento do tema. Quem estava no Sambódromo ficou impressionado com a beleza dos carros alegóricos e dos figurinos. O talento do carnavalesco Alex de Souza falou mais alto e proporcionou um espetáculo para os olhos. Na pista, as alas evoluíram soltas e cantando bastante o samba-enredo. Todos pareciam que queriam mostrar que a Ilha tinha totais condições de brigar pelas primeiras colocações.

Outro destaque da apresentação foi a passagem da bateria de Mestre Riquinho, que honrou o legado deixado por nomes como Odilon e Paulão e arrepiou com diversas paradinhas e bossas. Os ritmistas ainda trouxeram um instrumento nunca utilizado no Carnaval do Rio: o tritom, composto por três”tambores”. A rainha Bruna Bruno cumpriu bem seu papel e mostrou muito samba no pé.
Nas alegorias, o grande destaque ficou por conta da alegoria 4, que mostrava o mundo dos aracnídeos e tinha uma enorme aranha. O carro foi o único totalmente queimado pelo incêndio na Cidade do Samba e acabou sendo o que mais chamou a atenção do público.

Salgueiro brilha, mas estoura tempo em 10 minutos e está fora da briga
Segunda escola a desfilar nesta segunda-feira, o Salgueiro entrou na Avenida com todos os ingredientes necessários para fazer uma boa apresentação: bom samba, bom enredo e uma dupla de carnavalesco excelente.

A empreitada, no entanto, esbarrou no tamanho de alguns carros alegóricos, que tiveram muitos problemas para entrar na Avenida e acabaram prejudicando a evolução. No fim, a escola estourou o tempo em 10 minutos e, por isso, está fora da briga pelo campeonato.
A cada minuto além do tempo previsto pelo regulamento – mínimo de 65 e máximo de 82 minutos -, a escola perde um décimo pela comissão de cronometragem. Como terminou o desfile em 92 minutos, o Salgueiro perderá um ponto exatamente.
A comissão de frente coreografada por Hélio Dejani trazia um primoroso trabalho de dança e sapateado. O grupo representava baleiros de um cinema, que se encantavam ao ver a estrela Marilyn Monroe à sua frente. Em seguida, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei e Gleici Simpatia, que dançou pela primeira vez junto, completou a belíssima abertura do Salgueiro.
Nas alegorias, o carnavalesco Renato Lage, auxiliado pela mulher Márcia, provou porque é considerado um dos melhores do Carnaval. Com luxo e criatividade, o artista contou o enredo, que abordava a relação do Rio com o cinema, de maneira primorosa. Outro grande momento foi a passagem da bateria de Mestre Marcão, que veio fantasiada de Bope. Com seu tradicional tamborim, a rainha Viviane Araújo esbanjou beleza e samba no pé e foi bastante aplaudida.
Pela primeira vez, o Salgueiro trouxe três intérpretes – Quinho, Leonardo Bessa e Serginho do Porto -, que não tiveram problemas de entrosamento e embalaram os componentes com competência. No fim do desfile, no entanto, a alegria inicial dos componentes se transformou em tensão e a escola jogou no buraco todo o trabalho de harmonia e evolução. Mesmo com todo o esforço, o Salgueiro estourou o tempo regulamentar e ficou fora da disputa pelo título.

Mocidade empolga com o samba, mas fica devendo no enredo
Terceira escola a desfilar nesta segunda-feira, a Mocidade Independente de Padre Miguel levou para Avenida um enredo que contava a história da Agricultura. A proposta, no entanto, não foi passada com clareza, deixando quem estava na pista sem entender vários pontos do tema.

Se no quesito alegorias faltou um pouco de bom gosto, na parte técnica a escola compensou e deu um show de harmonia. Os componentes da Verde e Branca se mostraram aguerridos e interagiram bastante com o público através de gestos e palmas. O samba-enredo, de fácil assimilação, funcionou e fez com que a Sapucaí cantasse com a escola.

A agremiação, no entanto, teve problemas graves com a comissão de frente. No primeiro módulo de jogadores, o grupo, que trazia patinadores e dois anões, não teve o efeito esperado. Parte da fantasia despencou durante a primeira apresentação para os julgadores. A tensão se repetiu na última parte do desfile, quando um componente, também sobre patins, torceu o tornozelo esquerdo e teve de ser socorrido pelos bombeiros.

A comissão prejudicou ainda a evolução do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício e Cristiane, que em diversos momentos ficou sem espaço por causa da coreografia dos patinadores – que iam e voltavam na Avenida e acabavam tomando o espaço destinado ao casal.
Em seu segundo ano consecutivo à frente da Mocidade, Cid Carvalho apresentou um trabalho melhor do que em 2010, mas resultado ficou aquém do esperado, já que a escola foi uma das poucas a contar com patrocínio privado: R$ 2,2 milhões.
Sob o comando de mestre Bereco, a bateria de Padre Miguel honrou sua tradição e contagiou o público com uma paradinha ousada. Num determinado momento, o grupo parava completamente e deixava apenas os componentes cantarem, garantindo assim um momento apoteótico. A bela rainha Andréa de Andrade cumpriu bem seu papel à frente dos ritmistas. Sem vencer desde 1996, a Mocidade fez um desfile digno, mas sem o brilho necessário para chegar entre as primeiras.


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