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Wando estréia temporada no Bar Brahma (SP)

Publicado em 04 de junho de 2010

Foi de um carinho de avó que Wanderley Alves dos Reis ganhou o apelido célebre. Wando, um dos símbolos da música romântica nacional, já foi músico de baile de formatura, motorista de caminhão e feirante.



Wando lotou o Bar Brahma em pleno feriado e não deixou nenhum hit de fora




Com quase 30 anos – e a ajuda preciosa do cantor Jair Rodrigues -, finalmente colocou os pés no mundo musical, com as versões de sucesso do veterano sambista para suas composições O importante é ser fevereiro e Se Deus quiser.

São Paulo, noite de 3 de junho de 2010, Bar Brahma lotado, meia-luz, rosas e maçãs no palco. Muitos homens na platéia. A expectativa do próprio bar, de não conseguir a lotação máxima por conta do feriado, não se confirmou.
Garçons se apertavam para atravessar o salão com as enormes bandejas. O próprio Wando, fora de forma, teve dificuldades para chegar ao palco. Mas bem-humorado, cumprimentava os presentes com um sorrisinho de canto de boca.
Nem bem chega ao destino e já ataca com Gosto de Maçã, sob os aplausos e gritos femininos.
Além de clássicos do próprio repertório, também presenteou o público com pérolas como Deixa eu te amar, de Agepê, Cabecinha no Ombro (clássico da música sertaneja nas vozes de Castainha & Inhana), Mulheres, de Martinho da Vila e até De volta para o aconchego, de Dominguinhos, imortalizada por Elba Ramalho, contando com um coro animado. Brinca com a platéia, até com as mulheres acompanhadas.
- Essa canção vai pra aquela mulher que sabe cruzar as pernas na hora certa e descruzar na hora exata.
Wando canta, diverte e se diverte também fazendo piadas, violão empunhado, procurando viúvas e pedindo coro dos homens fieis.
- Agora, só cantem comigo aquelas que estão sem marido, não transam há mais de um ano e estão louquinhas…
A voz não compromete, cantando ou conversando. E já na terceira canção, agarra uma calcinha rosa e a interpreta agarrado à peça. Limpa o suor com ela. Mais berros. Seu nome está bordado na lingerie.
Mesmo investindo no samba em seu primeiro álbum, Glória a Deus no Céu e Samba na Terra, foi justamente o segundo disco do mineiro de Cajuri – com suas baladas românticas-bregas – que estourou em todo o Brasil.
Moça, de 1975, tornou Wando estrela do gênero e ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas com sua obra. E o clássico ganha desta vez uma interpretação mais intimista, além de um empolgado coral.
A fantástica coleção de calcinhas
Sem ser prejudicado por rótulos e preconceito da crítica, o artista atravessou os anos 80 como um dos maiores vendedores de discos no Brasil. E aproveitando-se do erotismo como marca registrada, o cantor e compositor também bateu um recorde nada convencional: uma fantástica coleção de calcinhas, atiradas pelas fãs durante suas apresentações.
Aproveitou os álbuns seguintes ao sucesso Obsceno, de 1988, para retribuir o gesto e presenteá-las com maçãs e pérolas, que acompanhavam os CDs.
Wando prometeu e tocou seus grandes hits. E também confirmou a chamada performance unissex.
- Meu show é um carinho para as mulheres e um conselho para os homens saberem como amá-las.
Canções como Fogo e Paixão, Safada, Uivando de paixão, Chora, Coração e Amor Vira-Lata foram ouvidas, enquanto o cantor distribuiu as famosas calcinhas perfumadas e personalizadas.
O espetáculo No Tempo Em Que a Gente Era Feliz e Não Sabia ficará em cartaz por nove semanas, no Bar Brahma Centro. E para quem ainda duvida dessa alternativa de diversão, o próprio artista responde com um nome de álbum de 1985: vulgar e comum é não morrer de amor.
Clique no player e ouça “Fogo e Paixão”
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