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Zona Norte colocar mais bloco na rua

Publicado em 11 de janeiro de 2013

Por Caio Barbosa \ Raphael Azevedo

Rio –  O renovado Carnaval de rua do Rio terá, este ano, muitas caras novas. E a maioria delas na Zona Norte, área que tem concentrado as atenções do prefeito Eduardo Paes. A Riotur divulgou ontem a lista oficial dos blocos de rua que têm autorização para desfilar na cidade, com aumento de 22% em relação ao ano passado. Só em Madureira, Méier e adjacências, o salto foi de 44,44%: passando de 63 para 91, ou seja, 28 novas agremiações. A região vai bater o bumbo para provar que também é bamba fora da Sapucaí.
Na Zona Sul, o número passou de 145 para 148. Ao todo, 583 blocos desfilarão pelas ruas do Rio, 107 a mais que em 2012. “O crescimento dos blocos da Zona Sul motivou a Zona Norte a retomar seu Carnaval de rua. Há 30 anos, havia um em cada esquina, mas, com o boom do axé e do funk, isso morreu. Agora voltamos com força” conta Paulo Renato Vaz, do bloco Filhos de Jorge, que desfilará pela segunda vez apenas na Rua Pixinguinha, em Ramos, homenageando o gênio da música que dá nome à via.
A Grande Tijuca também terá explosão de blocos, com aumento de 32,56%: de 43 para 57. Em Vila Isabel, o Carnaval de rua está em alta. O divertidíssimo Mulheres da Vila, criado em 2010, espera a presença de pelo menos 3 mil folionas no desfile deste ano.
“Os homens podem vir sem medo, porque tem para todos os gostos. Mas, no bloco mesmo, só mulher. Das intérpretes à mestra de bateria. Homens, só três: o Rei da Bateria, o Muso e o Príncipe”, diverte-se a presidenta da agremiação, Nadia Cursino.
A lista inclui veteranos como o ‘Nem Muda nem sai de cima’, o ‘Vai tomar no Grajaú’ e o ‘Loucura Suburbana’, dos pacientes do Instituto Nise da Silveira, do Engenho de Dentro.
Liga vai dar R$ 1 milhão à mangueira
A Mangueira receberá R$ 1 milhão da Liesa para concluir a preparação de seu desfile. A medida é inédita e emergencial, uma vez que a escola não poderá receber os recursos repassados pelo estado, através da Secretaria Estadual de Cultura, em convênio com a Petrobras.
Segundo o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, a Mangueira estava com 13 pendências relacionadas a projetos vinculados à lei de incentivo cultural pelo ICMS. Dez foram resolvidas, mas três continuam. Para poder receber e repassar o dinheiro do convênio para as demais escolas — no valor de R$ 12 milhões —, a Liga teve que refazer o projeto.
“O Carnaval tem sido muito caro e as escolas estão com dificuldade. Além disso, estão doando quase 100% das fantasias, e isso compromete o orçamento”, afirmou Castanheira, salientando que o problema na Mangueira vem de gestões anteriores.
A verba só poderá ser usada com material e serviços como aluguel de geradores. Castanheira explicou, na reunião em que foram anunciados os jurados do Carnaval 2013, que a demora na liberação de recursos explica atrasos nos barracões.
Prefeitura barrou 91 pedidos
O secretário de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello, garante que a Prefeitura do Rio não censura os blocos de rua. Neste ano, 91 não receberam a licença para desfilar.
“O crescimento do Carnaval de rua foi tão grande que, se a prefeitura não entrasse no circuito, poderia acontecer uma catástrofe e nós seríamos responsabilizados”, explica.
Antônio Pedro lembra que nem todo carioca gosta de Carnaval, mas todos pagam impostos. “Estas pessoas têm direito de saber se a sua rua será interditada, se haverá banheiros químicos e segurança. Não pode ser bagunça”, diz.

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